Boa Vista é autorizada a aplicar aumento tarifário médio de 38,5%

Compra de energia e repasse de custos não incluídos no reajuste de 2017 explicam o resultado

A Boa Vista Energia terá aumento médio de tarifas de 38,5%, com efeito médio de 37,03% para consumidores conectados em alta tensão e de 38,90% em média para os clientes atendidos em  baixa tensão. Os índices serão aplicados em 1º de novembro.

Os índices são resultado do reajuste anual aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica para a distribuidora. O  custo de compra de energia representa mais da metade do aumento tarifário autorizado pela Aneel nesta terça-feira, 30 de outubro.

Para reduzir o impacto do aumento de 54% do reajuste de  2017, a Aneel represou parte do índice e diminuiu o efeito médio a ser percebido pelo consumidor para 35,26%. O valor de R$ 55,851 milhões foi incluído no processo tarifário atual como componente financeiro, e teve impacto de 14% na tarifa.

O relator do processo na Aneel, Sandoval Feitosa, lembrou que o aumento da tarifa é consequência do atraso na integração de Roraima ao Sistema Interligado Nacional. A capital Boa Vista é a única que ainda não está interligada ao SIN.

A Boa Vista Energia foi privatizada em 30 de agosto desse ano, em leilão que teve como vencedor o Consórcio Oliveira  Energia Atem – formado pelas empresas Oliveira Energia (60%), que opera usinas termelétricas nos sistemas isolados em Roraima e no Amazonas, e Atem (40%), que atua na distribuição de combustíveis .

A distribuidora atende em torno de 165 mil unidades consumidores no estado de Roraima e tem faturamento anual de R$ 420 milhões.