ONS: chuvas melhoram e novembro pode terminar com volume na região de 20% no SE

Período úmido já começou e perspectivas do verão são melhores que do ano passado

A hidrologia neste fim de ano está com resultados melhores que o previsto. De acordo com o diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Luiz Eduardo Barata, as previsões de setembro sinalizavam que os níveis no Sudeste terminariam novembro entre 14% a 15% e eles devem chegar a 19% ou 20%. “Continuou chovendo de forma abundante na região Sul e o fluxo de energia do Sudeste para o Sul a partir de outubro foi do Sul para a região Sudeste. Esse foi o grande diferencial”, explicou.

Ainda segundo ele, as condições climáticas até setembro eram muito ruins no Sudeste, Nordeste e Sul, mas a partir de outubro elas melhoraram. As chuvas foram intensas na cabeceira do rio Grande. O diretor do ONS se mostrou mais otimista pela melhora nas condições climáticas. O período chuvoso também já está caracterizado, o que era outra preocupação do operador. “O começo está bastante promissor”, avisa. Para novembro, as previsões são de chuva boa no rio Paranaíba e no rio Tocantins. Os rios Madeira e Xingu, no Norte, também deverão ter bons níveis.

Sem poder precisar se o período úmido vai ficar acima ou abaixo da média, Barata lembrou que este início é promissor e no ano que vem haverá mais máquinas da UHE Belo Monte (PA – 11.233 MW) no sistema, além de não ter mais a restrição do rio Madeira causada pelo eletrodo de terra da interligação, que será resolvida até o fim do ano. “As condições deverão ser bem melhores do que as que nós tivemos no verão do ano passado”, observa.

A previsão do período para a região Nordeste deverá ser de 25%, sem alterações. Não houve sinal de melhora no subsistema. Já no Sul, a previsão é de 80%.

Leilão de potência – Ressaltando que o Operador é favorável a todos os tipos de fontes, Barata disse que o leilão de térmicas para a região Nordeste deve ser melhor estudado. Ele alertou para o fato que o que motiva o certame é de potência e os critérios e metodologias para quantificação de potência ainda são insuficientes. Segundo ele, hidrelétricas também podem fornecer potência e todas as grandes UHEs no Sudeste podem instalar turbinas e geradores para isso, faltando quantificar.