Despacho de gás para térmicas sobe 24,6% e consumo de gás no país bate recorde

De acordo com Abegás, consumo 79,2 milhões metros cúbicos/dia em setembro é mais alto desde junho de 2015

O consumo de gás natural no mês de setembro é o maior registrado no país em um período de três anos e três meses. Somando todos os segmentos, o Brasil fez uso de 79,2 milhões metros cúbicos/dia no mês — patamar mais alto desde junho de 2015, quando o consumo havia sido de 79,3 milhões de metros cúbicos/dia. O aumento do despacho de gás para UTEs foi o destaque do levantamento no mês. A alta foi de 24,6% ante agosto. No acumulado do ano, o segmento cresceu 7%. O crescimento total em setembro na comparação com agosto é de 9,8% ou 72,2 milhões de metros cúbicos/dia. Já no acumulado do ano, a alta é de 4,4%, frente à média dos nove meses iniciais de 2017.

No acumulado do ano, todos os segmentos tiveram crescimento em relação aos números do mesmo período em 2017. O grande destaque é a escalada de consumo do Gás Natural Veicular, com 12%, saindo de 5,3 milhões de metros cúbicos/dia para 5,9 milhões de metros cúbicos/dia. O uso do gás natural na cogeração deu um salto de 10% — de 2,5 milhões de metros cúbicos/dia para 2,8 milhões de metros cúbicos/dia. Outro destaque é a indústria: avanço de 4,8% — de 27 milhões de metros cúbicos/dia para 28,3 milhões de metros cúbicos/dia. Na indústria, o segmento apresentou crescimento de 4,8% no acumulado do ano e de 6,5% em relação ao mês do ano anterior. A cogeração acompanha a evolução da indústria e acumula alta de 10% em 2018. Em relação a agosto, o crescimento foi de 3,6%.

No setor automotivo, a competitividade do GNV frente aos combustíveis líquidos tem garantido o crescimento do uso do combustível, com alta de 13,5% na comparação com setembro de 2017 e de 12% no acumulado de 2018. Nas residências, o consumo tem registrado crescimento expressivo em 2018, com um aumento de 7,2% no acumulado e 12,3% ante o mês anterior. O resultado reflete a expansão das redes de distribuição de gás natural que hoje atende a mais de 3,4 milhões de famílias. O segmento comercial já acumula alta de 8,5% no ano e na comparação com o mês anterior o aumento foi de 9,6%.