Energia tem maior impacto individual para a deflação de novembro

Índice oficial de inflação medido pelo IBGE apresentou taxa negativa de 0,21%, a menor para o período desde o início do plano Real em 1994

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de novembro apresentou variação negativa de 0,21%, revertendo o índice, que é a inflação oficial do país, de outubro cuja taxa foi de 0,45%. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística este resultado foi o menor desde junho de 2017, quando o IPCA apresentou deflação de 0,23%. Dentre os itens que mais pesaram para a retração do indicador energia elétrica aparece no topo da lista.
A queda registrada pelo instituto para a energia ficou em 4,04% que representou uma contribuição ao cálculo de -0,16 ponto porcentual. Assim o grupo Habitação, ao qual pertence a energia, teve uma queda de 0,71%, representando uma contribuição de 0,11% negativos para a taxa de inflação oficial.
De acordo com a explicação do IBGE, as áreas que são analisadas para o cálculo apresentaram variação entre 6,83% negativos da região metropolitana de Fortaleza e os 4,31% positivos de Goiânia. A alta nesta última, continuou, deveu-se ao reajuste de 15,56% nas tarifas, em vigor desde 22 de outubro. Já a queda nas demais foi atribuída à bandeira tarifária amarela ante a vermelha patamar 2 de outubro.
No geral, a taxa do IPCA para um mês de novembro, foi a menor desde a implantação do Plano Real, em 1994. O acumulado no ano ficou em 3,59%, acima dos 2,5% registrados em igual período de 2017. Nos últimos 12 meses o índice ficou em 4,05%, abaixo dos 4,56% do mesmo período anterior.
Cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram deflação de outubro para novembro, apesar do impacto de energia a maior retração por grupos ficou com Transportes, que recuou 0,74% e representou o maior impacto negativo no IPCA de novembro, com 0,14 ponto percentual negativo por conta da queda de preços dos combustíveis.
INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor apresentou variação negativa de 0,25% em novembro, abaixo de 0,40% do mês passado. Este resultado é o menor desde junho de 2017 quando o INPC ficou em 0,30% negativo. Assim como no IPCA este é o menor patamar para um mês de novembro desde a implantação do Plano Real. O acumulado no ano ficou em 3,29%, e nos últimos doze meses o índice ficou em 3,56%.
Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,45% em novembro enquanto, no mês anterior, registraram 0,61%. O agrupamento dos não alimentícios ficou com variação negativa de 0,55% enquanto, em outubro, havia registrado alta de 0,31%.