CCEE: consumo em novembro aumenta 2%

Medição preliminar mostra que consumo no ACL aumentou 3,1%

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 30 de novembro apontam aumento de 2% no consumo de energia elétrica no país, quando comparados ao mesmo período de 2017. As informações são do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais. Ao longo de novembro, o consumo no Sistema Interligado Nacional alcançou 62.985 MW med, montante de energia superior aos 61.777 MW med consumidos no mesmo período do ano passado.

No Ambiente de Contratação Livre, o consumo cresceu 3,1% quando o movimento de agentes é incluído na análise. Há aumento de 0,4% no consumo quando as novas cargas oriundas do ACR não são consideradas. Já no Ambiente de Contratação Regulado, foi registrado aumento de 1,5% no consumo, índice que leva em conta na análise a migração de consumidores para o mercado livre. No cenário sem a migração, haveria incremento de 2,6% no consumo, variação influenciada pelos feriados e pelas altas temperaturas presentes este ano, na comparação com o mesmo período de 2017.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, o setor de minerais não-metálicos, com aumento de 8,4%, madeira, papel e celulose, com 3,7% e alimentício, que cresceu 2,9%, foram os segmentos com maior evolução no consumo, quando a migração não é considerada na análise. Por outro lado, os ramos de transportes, com queda de 3,3%, metalurgia e produtos de metal, que recuou 2,9% e de veículos, com redução de 2,5%, apresentaram retração no consumo, dentro do mesmo cenário sem migração.

O InfoMercado Semanal Dinâmico também apresenta estimativa da produção das usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia, em novembro, equivalente a 78,6% de suas garantias físicas, ou 47.423 MW med em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual é de 86,3%.