Preço da energia sobe 8% no Sul e Sudeste

Aumento do PLD é causado pela redução das afluências esperadas para o país e pela queda nos níveis de armazenamento dos reservatórios

O preço da energia no mercado à vista (spot) subiu 8% nos submercados Sul e Sudeste, passando de R$ 166,17/MWh para R$ 178,76/MWh. Já no Norte e Nordeste, o preço caiu 47% ao ser fixado em R$ 42,35/MWh, piso regulatório para 2019. O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) foi divulgado nesta sexta-feira, 18 de janeiro, pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e é válido para o período entre 19 e 25 de janeiro. Segundo a CCEE, o aumento do PLD nos submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul é causado pela redução das afluências esperadas para o país e pela queda nos níveis de armazenamento dos reservatórios.

As Energias Naturais Afluentes (ENAs) esperadas para o Sistema Interligado Nacional (SIN), em janeiro, passaram de 71% para 69% da Média de Longo Termo (MLT), com reduções no Sudeste (de 73% para 67% da média) e no Nordeste (de 44% para 38% da MLT). Já a previsão de afluências no Sul (de 74% para 108%) e no Norte (de 84% para 86% da média) foram revistas positivamente.

Para a próxima semana, a carga deve ficar em torno de 1.200 MW médios mais alta no SIN, com redução esperada apenas no Norte (-50 MW médios). Nos submercados Sudeste (+1.050 MW médios) e Sul (+200 MW médios), a expectativa é de aumento na carga, enquanto segue inalterada na região Nordeste, frente à última previsão.

Os níveis dos reservatórios do SIN ficaram cerca de 2.900 MW médios abaixo da previsão anterior, registrando elevação somente no Norte (+650 MW médios). Os reservatórios do Sudeste (-3.250 MW médios), Sul (-150 MW médios) e Nordeste (-150 MW médios) registraram quedas nos índices de armazenamento em relação ao valor estimado na semana anterior.

O fator de ajuste do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) para o mês de janeiro, considerando a sazonalização realizada pelos agentes, está estimado em 163,7%. O Encargo do Serviço do Sistema (ESS) esperado para janeiro é de R$ 145 milhões, sendo R$ 86 milhões referentes à restrição operativa, e os demais R$ 59 milhões referentes à reserva operativa de potência.