Voltalia inicia construção de LT no Rio Grande do Norte

Linha de transmissão irá conectar futuros projetos da empresa com capacidade total de 2 GW. Comissionamento das instalações deve ser concluído até o final deste ano

A Voltalia começou a construir a segunda linha de transmissão de 500 KV que percorrerá áreas desabitadas para conectar o sistema de Serra Branca à rede nacional, a 50 km de distância, localizado em Assú, também no Rio Grande do Norte.

A nova linha incluirá uma subestação e está adaptada às necessidades de projetos existentes e futuros, como as usinas Ventos da Serra do Mel 1 (VSM 1), com 163 MW, e VSM 2, com 128 MW, atualmente em implantação, além de outros, incluindo os 252 MW já vendidos no ano passado para o investidor internacional de renováveis Actis.

Para Sébastien Clerc, CEO da Voltalia, a nova infraestrutura confirma a ampliação do cluster de Serra Branca, com instalações de transmissão fundamentais para a estratégia da empresa no Brasil, que ampliou a extensão total de suas LTs de alta tensão, ultrapassando a marca de 100 km.

“Essa base nos permite construir usinas onde o recurso eólico é melhor, além de permitir o comissionamento antecipado das plantas. A infraestrutura eleva o valor dos projetos desenvolvidos por nós, caso sejam de propriedade do grupo ou vendidos a parceiros”, comentou.

O desenvolvimento das instalações foi iniciado internamente pelas equipes da multinacional, que também contam com parceiros locais. A Voltalia solicitou das construtoras que confiassem na força de trabalho local, patrocinando inclusive um programa de treinamento para trabalhadores de comunidades locais, concedendo-lhes as qualificações a serem contratadas para o projeto.

Segundo a empresa, cerca de 250 pessoas dessas comunidades locais estão envolvidas na construção das instalações de transmissão e das usinas VSM, que mobilizam até 800 pessoas no pico. O comissionamento das instalações deve ser concluído até o final de 2019. Após supervisionar a construção, a companhia será responsável pelas atividades de O&M, alavancando as equipes locais já mobilizadas em seus parques eólicos.