A Agência Nacional de Águas (ANA) realizou a primeira reunião para discutir a situação da bacia hidrográfica do rio Paranapanema, que faz divisa entre Paraná e São Paulo. A região passa por um período desfavorável em termos de chuvas e afluências neste período de 2018/2019, que é tido pela Agência como chuvoso. Atualmente a ANA tem salas de crise para debater as situações dos rios São Francisco, Tocantins, Madeira e da hidrovia Tietê-Paraná.

Durante o encontro, realizado na última sexta-feira (01), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou cenários de operação da hidrelétrica (UHE) Jurumirim com a liberação de 60 m³/s e de 100 m³/s, sendo que o reservatório da usina acumulava 14,46% de seu volume útil em 28 de fevereiro. Há um ano, na mesma data, a UHE se encontrava com 77,13%. A defluência mínima de Jurumirim, segundo o Contrato de Concessão nº 76/1999, da Aneel, é de 147 m³/s.

Na reunião ficou pactuado que a empresa CTG Brasil, que opera a UHE Jurumirim, encaminhará documento para a Aneel solicitando a flexibilização temporária da vazão mínima defluente da usina abaixo dos 147 m³/s. A medida visa a estabilizar o sistema formado pelos reservatórios Jurumirim, Capivara e Chavantes, que vem registrando a redução dos volumes acumulados nos reservatórios.

Os reservatórios do Paranapanema estão com o nível de armazenamento mais baixo dos últimos 19 anos para esta época do ano, abaixo de 18%. No caso de Jurumirim, desde 2000 o menor volume útil registrado para 28 de fevereiro foi no próprio ano 2000, quando o percentual chegou a 29,81%, muito acima dos 14,46% registrados ontem. Para Chavantes, que registrava 18,91% ontem, o menor volume anterior dos últimos 19 anos para o dia 28 de fevereiro havia acontecido em 2015, quanto o reservatório chegou a 26,72%.

Outra decisão tomada na reunião diz respeito aos boletins diários sobre a situação hidrológica do rio Paranapanema, que serão publicados em dias úteis na página da Sala de Situação, no site da Agência, a partir da próxima semana.