Eletronuclear fará sondagens a possíveis interessados em Angra 3

Além de consultar potenciais parceiros para finalização das obras, que se arrastam há 35 anos, empresa quer avaliar condições de mercado para os modelos de negócios

No intuito de buscar investidores para conclusão de Angra 3, a Eletronuclear anunciou que fará consultas a potenciais parceiros interessados em participar das obras de finalização da usina. Além do interesse das partes, o objetivo da iniciativa é avaliar as condições de mercado para os modelos de negócios em estudo pela empresa, num processo conhecido como market sounding.

Segundo nota publicada pela Eletrobras na última quinta-feira, 28 de março, as companhias que quiserem se candidatar a participar do empreendimento precisam ser “detentoras e proprietárias de tecnologia de usinas nucleares a água pressurizada (PWR), com experiência em construção e comissionamento de usinas nucleares e atuação internacional no setor”. Além disso, o comunicado informa que os proponentes deverão ter capacidade de gerenciamento e financiamento de empreendimentos de grande porte, como no caso da termonuclear, cuja finalização pode demandar entre R$ 15 a 17 bilhões.

As obras da usina estão paralisadas desde 2015, quando a Operação Lava-Jato atribuiu uma série de irregularidades ao projeto, resultando na suspensão de 52 contratos da Eletronuclear com construtoras e empresas de materiais e serviços. Até então, a estimativa da estatal é que 68% das obras físicas foram executadas e R$ 7 bilhões gastos na manutenção de peças e equipamentos por causa do tempo parado.

Vale lembrar que a conclusão da usina é uma das prioridades anunciadas pelo Ministério de Minas e Energia em 2019, e o modelo para tal vem sendo discutido desde 2018 por um grupo de trabalho vinculado ao Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos.