Light reforçará atuação contra perdas em ‘áreas possíveis’

Perdas na baixa tensão somaram pouco mais de 47% da energia requerida por consumidores nessa classe de consumo

A questão das perdas de energia no mercado de baixa tensão e a alavancagem da empresa estão na linha de frente das prioridades da Light. A distribuidora fluminense reportou no fechamento do mês de março perdas não técnicas de 47,2% ante um patamar regulatório de 36,06%. Já o nível de endividamento da companhia avançou para 3,7x a relação entre a dívida líquida sobre o ebitda ante um limite de 3,75x utilizado como covenant financeiro.
De acordo com a presidente executiva da companhia, Ana Marta Veloso, a Light terá como foco atuar no combate às fraudes em regiões classificadas como possíveis de entrar. De acordo com a executiva, nessas áreas ainda há um volume de perdas na casa de 16%, o que representa um indicador ainda elevado quando comparado a outras distribuidoras no Sudeste do país.
“Redução de perdas é algo que demanda uma dedicação diária e trabalho constante. Observamos que nas áreas possíveis, aquelas em que conseguimos acessar, ainda há um volume de perdas 16%. Não são favelas ou áreas de risco e há muito espaço onde podemos trabalhar”, relatou.
A meta, disse, é de cobrar a energia consumida de quem pode pagar pelo consumo. Nessas regiões a empresa projeta realizar um trabalho de conscientização cultural. “Não é admissível que as pessoas possam pagar pela energia não o façam porque culturalmente acham que tem o direito de furtar”, destacou a executiva em teleconferência com analistas e investidores sobre os resultados do primeiro trimestre.
As perdas totais da Light fecharam o trimestre em 24,49% ante o teto regulatório de 19,62%. A meta da empresa é de reverter a curva ascendente desse indicador para chegar mais próximo ao limite regulatório até março de 2022, quando ocorre um evento de revisão tarifária da companhia.
Em termos de redução da dívida a executivo disse que a companhia avalia as diversas alternativas sobre essa questão. Ela não comentou sobre quais caminhos poderiam ser tomados nesse sentido. No geral, o objetivo é o de alcançar maior equilíbrio entre a dívida que encerrou o trimestre em R$ 8,2 bilhões e o capital próprio.