Enel SP terá aumento médio de 7,03%

Índice foi aprovado pela Aneel com efeito médio de 8,46% para consumidores em alta tensão e de 6,41% para clientes residenciais B1

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou a 5ª Revisão Tarifária Periódica da Enel Distribuição SP nesta terça-feira, 2 de julho. Segundo a decisão da diretoria da agência reguladora, o aumento médio para os clientes da concessionária que atende a capital paulista e 23 outros municípios da região metropolitana é de 7,03%. O efeito percebido pelos clientes residenciais B1 é de 6,41%, na baixa tensão é de 6,48% e pela alta tensão de 8,46%. Os novos valores passam a vigorar a partir de 4 de julho.
De acordo com a avaliação da Aneel, os itens que mais impactam os índices propostos foram os gastos para remunerar a atividade de distribuição de energia e componentes financeiros previstos para compra de energia e risco hidrológico. Os encargos setoriais representaram um impacto negativo de 4,58%, custos com transmissão tiveram efeito de 1,33%, os custos financeiros com CVA energia foram os mais significativos com impacto de 11,07%.
A compra de energia foi impactada pelos elevados custos da geração de energia térmica no Brasil – uma vez que o nível dos reservatórios das hidrelétricas estiveram baixos nos últimos anos -, além da elevação do custo de energia da Usina Hidrelétrica de Itaipu, em função do aumento da variação cambial em relação ao dólar.
A Aneel ainda definiu novos indicadores de DEC e FEC para a concessionária e que passam a valer para o ciclo de 2020 a 2023. E ainda os valores de perdas técnicas e não técnicas para a empresa nesse mesmo período, foram definidos os índices de 2020 em 5,04% para as perdas técnicas sobre a energia injetada e 8,43% em 2020 para perdas não técnicas sobre o mercado de baixa tensão e 8,42% para os dois anos seguintes.
A empresa afirmou durante sustentação durante a sessão pública realizada nesta data que realizou investimentos de R$ 3,8 bilhões no período de 2015 até 2018, sendo que o mais elevado, de R$ 1,35 bilhão foi reportado justamente no ano passado, o maior volume já aportado pela empresa desde que o contrato de concessão foi assinado, ainda em 1998 ainda sob o nome de AES Eletropaulo.
(Nota da redação: matéria alterada em 2 de julho de 2019 para a inclusão de informações)