Fitch atribui rating ‘AA-(bra)’ para proposta de emissão de R$ 1 bilhão da Copel GT

Recursos serão usados para resgate de emissão de promissórias e investimento e reembolso em despesas de UHEs Baixo Iguaçu e Colíder

A agência de classificação de risco Fitch Ratings atribuiu nesta quinta-feira, 4 de julho, Rating Nacional de Longo Prazo ‘AA-(bra)’ à proposta de sexta emissão de debêntures da Copel GT. A proposta tem valor de R$ 1 bilhão e será realizada em duas séries, sendo a primeira de R$ 800 milhões, com vencimento final em 2024, e a segunda de R$ 200 milhões, com vencimento final em 2025. As debêntures vão ter a fiança da controladora integral da Copel.

De acordo com a Fitch, os recursos da primeira série serão destinados ao resgate antecipado total da quinta emissão de notas promissórias da emissora, de R$ 650 milhões, e a recomposição de caixa. Já os recursos da segunda série serão utilizados para investimento e reembolso de despesas de projetos relacionados às UHEs Colíder e Baixo Iguaçu.

A análise reflete a atuação do grupo como empresa integrada de energia, com importantes ativos de geração, transmissão e distribuição. A Fitch avalia o perfil de crédito da Copel em bases consolidadas, dada a existência de cláusulas de cross default em algumas dívidas das empresas do grupo, e considera, principalmente, o risco de crédito de suas duas principais subsidiárias, Copel Distribuição e Copel GT.

Uma ação de rating positiva pode ser levada pela manutenção do indicador de cobertura da dívida, medido por caixa e aplicações financeiras/dívida de curto prazo, em patamar acima de uma vez, em bases recorrentes e a alavancagem líquida ajustada consolidada limitada a três vezes, de forma contínua.

Já uma nota negativa pode vir pela alavancagem líquida ajustada consolidada acima de quatro vezes de forma contínua; pela manutenção do índice de cobertura da dívida em patamar inferior a 0,5 vez, em bases recorrentes;  na frustração da expectativa de redução dos investimentos a partir de 2019 ou na percepção, pela Fitch, de redução na flexibilidade de acesso da Copel ao mercado de refinanciamento de dívidas.