Siemens entrega equipamentos de grande porte para térmica no Porto de Açu

Gás Natural Açu recebeu peças importadas da Alemanha e dos Estados Unidos que irão conferir maior eficiência energética na operação da usina, que irá funcionar em ciclo combinado

A Gás Natural Açu (GNA), joint venture entre Prumo Logística, BP e Siemens, concluiu o recebimento dos últimos equipamentos de grande porte que farão parte da ilha de potência da térmica GNA I, que está sendo construída no Porto do Açu, em São João da Barra, Rio de Janeiro. Fornecidos pela Siemens, os equipamentos chegaram ao Brasil pelo Terminal Multicargas, no Porto do Açu, vindos da Alemanha e dos Estados Unidos.

O projeto da UTE GNA I compreende três turbinas a gás SGT6-8000H, uma turbina a vapor SST6-5000, três caldeiras recuperadoras de calor, além de torre de resfriamento, subestação e sistemas de supervisão e controle, equipamentos de alta eficiência que irão gerar uma potência de aproximadamente 1,3 GW. Os equipamentos permitirão o fechamento do ciclo combinado da térmica, ou seja, a geração de mais de 440 MW de energia sem utilização de gás natural adicional, contribuindo para a eficiência energética do parque termelétrico.

Desembarque de peça no Porto do Açu (foto:Divulgação GNA)

De acordo com Carlos Baldi, diretor de Implantação da GNA, as obras civis da usina estão praticamente concluídas, com a fase de montagem eletromecânica iniciando depois que todos equipamentos de grande porte foram entregues na planta. “O próximo passo é o início do comissionamento da térmica, previsto para o primeiro semestre do ano que vem”, informa o executivo. Já Armando Juliani, Diretor da área de Services & Digitalization, EPC Power Generation da Siemens no Brasil, mostrou-se satisfeito em avançar mais um passo na conclusão de uma iniciativa importante, destacando que o projeto também contempla a prestação de serviços de longo prazo para operação e manutenção da usina.

Expansão

Com estimativa de iniciar a operação em janeiro de 2021, além de uma usina termelétrica a gás natural em ciclo combinado, estão previstos um terminal de regaseificação de GNL, de 21 milhões de metros cúbicos/dia, uma linha de transmissão em 345 kV de 51 km e uma subestação, que ligará a termelétrica ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Além desta unidade, a companhia irá construir a UTE GNA II, com 1,7 GW de capacidade. Juntas, às UTEs irão somar 3 GW, energia suficiente para atender cerca de 14 milhões de residências. A GNA possui, ainda, licença ambiental para mais que dobrar sua capacidade instalada, podendo chegar a 6,4 GW, o que permitirá o desenvolvimento de mais projetos termelétricos no futuro.