EPE aborda escassez de potência em proposta para novos critérios de suprimento

Nota técnica sobre tema já está disponível e objetivo é que em 2020 novos critérios já entrem em operação

Já está disponível no site da Empresa de Pesquisa Energética a nota técnica com a proposta para revisão das Garantias de Suprimento. A proposta foi apesentada em um workshop realizado nesta quarta-feira, 17 de janeiro, no Rio de Janeiro (RJ). Essa revisão acontece no âmbito do Grupo de Trabalho para a modernização do setor, instituído pelo Ministério de Minas e Energia. De acordo com Erik Rego, diretor de estudos de energia da EPE, a evolução é a abordagem da escassez de potência. Antes, só se enxergava a escassez de energia, já que a potência vinha com os grandes reservatórios. “Os novos critérios vão dar uma nova dimensão, aperfeiçoou o método de hoje”, explica.

Segundo o diretor, a EPE já sinaliza no Plano Decenal de Energia que dependendo de fatores como resposta da demanda ou o crescimento econômico, em cinco anos pode haver escassez de potência. “Eu altero o critério hoje para criar mercado para isso, de modo a não ter problema no futuro “, avisa. Em artigo publicado na Agência CanalEnergia essa semana, o presidente da EPE, Thiago Barral, já havia alertado sobre a importância da revisão dos critérios de garantia de suprimento, devido as alterações na matriz elétrica. “Os critérios de suprimento têm o papel de estabelecer parâmetros que sinalizem para a necessidade de contratação dos atributos que o sistema requer e esse mapeamento do sistema define as bases para o desenho dos produtos que serão comercializados no novo mercado”, diz Barral, no artigo que assinou em parceria com Erik Rego e Renata Carvalho, assessora da diretoria.

Os próximos 30 dias serão dedicados para os agentes enviarem as suas sugestões. Após essa fase, elas serão avaliadas e a proposta atualizada. A ideia do diretor da EPE é que a proposta definitiva de garantia de suprimentos seja apresentada na última reunião do Conselho Nacional de Política Energética desse ano, que deve acontecer no início de dezembro, para que em 2020 ela já esteja em vigor. “Teremos quase o segundo semestre inteiro para conversar com os agentes e acertar os parâmetros, que são cruciais”, revela Rego.

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