A italiana Enel terminou o primeiro semestre com lucro líquido global de € 2,27 bilhões, valor 9,7% acima do verificado no primeiro semestre de 2018. A empresa divulgou na última semana seus resultados financeiros. A receita teve um aumento de 8,2%, chegando a € 38,9 bilhões. Segundo a empresa, o aumento da receita vem pela aquisição da Enel Distribuição São Paulo (antiga Eletropaulo), do acordo com a Edesur e o governo da Argentina para resolver questões regulatórias pendentes, bem como para renováveis na América do Norte e do Sul e geração convencional na Itália e Chile.
O Ebit ficou em € 5,21 bilhões, crescendo 6,9% em relação ao do mesmo período do ano passado. O aumento reflete o crescimento do EBITDA, que mais do que compensou depreciação, amortização e perdas por redução ao valor recuperável, principalmente relacionadas às baixas contábeis de duas usinas a carvão no Chile e Reftinskaya na Rússia. O ebtida ordinário ficou em € 8,763 bilhões, 13,4% maior que no primeiro semestre de 2018
De acordo com 0 CEO Francesco Starace, a empresa apresentou excelentes resultados no primeiro semestre deste ano, confirmando a solidez do modelo de negócios, que integra totalmente a sustentabilidade. um dos principais impulsionadores da criação de valor financeiro. Ainda segundo ele, redes e renováveis são mais uma vez confirmados como os motores de crescimento da Enel, impulsionados por um aumento de 33% no capex de desenvolvimento em relação ao ano passado. A empresa constrói construindo e desenvolvendo mais de 7 GW de capacidade renovável, o que deverá contribuir com cerca de um bilhão de euros em Ebitda por ano, quando ficarem operacionais.
As redes impulsionaram significativamente o crescimento do Ebitda, graças aos benefícios da consolidação da Enel SP no Brasil. No período, também foi impulsionado o crescimento do negócio de soluções avançadas de energia, como mostrado pela instalação da Enel X de 63 mil pontos de carregamento de veículos elétricos.
A aceleração do Plano Estratégico da Enel permitiu contabilizar em torno de € 200 milhões de euros de eficiência, colocando-nos no caminho para atingir a meta de 2019-2021 de € 1,2 bilhão de euros em economias de despesas operacionais acumuladas. Ela continua a cumprir a meta de simplificação do Grupo, com a conclusão da primeira troca de ações de 5% da Enel Américas e o lançamento da segunda por mais 5%. Com a venda do Reftinskaya GRES na Rússia e o progresso em direção ao descomissionamento da frota de geração convencional do Grupo, ela amplia o compromisso de ser totalmente descarbonizada até 2050.
(Nota da Redação: Matéria alterada às 17:19 horas do dia 06 de agosto de 2019 para correção de informação no segundo parágrafo. A informação referia-se ao Ebit e não ao Ebtida, como informado primeiramente. O Ebtida foi incluído no segundo parágrafo)