Eneva usa conectividade via satélite para exploração de gás no Maranhão

Além de velocidade e estabilidade, InternetSAT projetou unidade móvel de conectividade que reduziu de 3 dias para 2 horas o tempo de ativação da infraestrutura nas operações nos poços de prospecção do insumo pela companhia

Pensando em seu portfólio de negócios complementares em exploração e produção de gás e geração de energia, a Eneva contratou a operadora e integradora de soluções de telecomunicações InternetSAT para melhorar a conectividade via satélite de suas operações de sonda nos poços do interior do Maranhão a partir de novas unidades móveis de conectividade (UMC), o que irá garantir o acesso em alta disponibilidade para toda atuação da sonda terrestre.

O negócio foi motivado pelas dificuldades impostas à área de operação da empresa, que enfrentava muitas dificuldades durante a instalação e movimentação das sondas, desde a estrutura física, link de Internet insuficiente, localização de difícil acesso, entre outros desafios. Segundo Daniel Vaz, Head de TI da Eneva, o trabalho envolve serviços especializados de geologia, como coleta e análise de dados sísmicos no subsolo para entender as oportunidades de gás e de engenharia para funcionar, o que demanda uma infraestrutura robusta e resiliente de TI.

“A conectividade via satélite faz parte deste conjunto de requisitos para a comunicação entre os poços de exploração, o centro de operação no Rio de Janeiro e os familiares de toda equipe, uma vez que, com o trabalho remoto, todos ficam praticamente isolados nestas regiões”, explica.

Um dos maiores problemas apontados por Vaz é o deslocamento da sonda de perfuração para várias regiões da bacia de Parnaíba, no Maranhão, especificamente no processo de DTM (Desmontagem, Transporte e Montagem) da sonda, que impactavam no bom andamento da operação. Ele conta que com os links de comunicação insuficientes, instáveis e de alto custo, os equipamentos eram desmontados e acomodados em locais inapropriados para serem montados novamente nos novos locais de operação. Os cabeamentos tinham de ser refeitos em todas as DTMs e isso tudo causava insatisfação dos usuários, equipe de TI sobrecarregada e tempo de montagem muito elevado.

“Pensamos em uma solução para prover a conectividade necessária para as operações, encapsulando toda a infra de conectividade em um container e que pudesse ser movimentado mais facilmente. Em uma conversa com colegas de um grupo de CIOs nos foi indicada a InternetSAT, que aceitou o desafio e apresentou um projeto que atendeu às nossas iniciais expectativas”, revelou o executivo.

Além de oferecer uma conectividade melhor, com mais velocidade, estabilidade e antena menor, ele conta que a plataforma projetou um container e criou uma UMC (Unidade Móvel de Conectividade) mais ajustada às expectativas da Eneva, e que pudesse ser mais facilmente transportada.  “Os problemas foram resolvidos e o processo de DTM, que antes demorava de dois a três dias, hoje acontece em poucas horas. Além disso, com o novo satélite da InternetSAT, o problema de link foi solucionado. Mais que isso, a própria redundância necessária é garantida também pela operadora”, afirma.

Na avaliação de Daniel Vaz, não há mais a necessidade do compartilhamento do container da operação para armazenamento da infraestrutura, e os equipamentos não precisam ser desmontados do rack para serem transportados e montados novamente na nova localidade. A fixação e alinhamento da antena com o satélite ficaram mais rápidos e simples e a nova Unidade é energizada por gerador e conta com a contingência dos painéis solares para manter as baterias carregadas.

“Temos maior estabilidade da conexão com nova tecnologia de satélite e maior velocidade”, ressalta, destacando que as equipes não precisam ficar de plantão para contingências como aconteciam antes. “Estamos tratando este projeto como sendo a versão 1.0. Novas melhorias já estão sendo delineadas a partir do aprendizado com esta experiência para a criação da segunda unidade”, projeta.