Engie Brasil Energia discute alocações de riscos com interessados em Jorge Lacerda

Presidente da empresa admite que esperava um processo mais ágil, mas reforça que a companhia não tem pressa na negociação

A Engie Brasil Energia esperava que o ritmo no processo de venda do complexo térmico Jorge Lacerda (SC, 857 MW) fosse mais ágil. A empresa possui propostas vinculantes para o ativo e está discutindo com os players questões referentes a alocações de riscos, disse o presidente da companhia, Eduardo Sattamini, após sua participação no Fórum de CEOs, realizado no primeiro dia da edição 2019 do Enase.

“Estamos discutindo com players a alocação de risco. Essa é uma questão complexa com visões distintas dos interessados, o ativo é complexo tem subsídios, opera de forma diferente, há interferências de outras naturezas, inserção regional, são coisas relevantes e que temos que tomar cuidado para fazer da melhor maneira possível”, comentou ele.

Ele reforçou o que já vem reiterando sobre as vendas dos ativos térmicos que é uma estratégia global do grupo de desfazer de ativos movidos a combustíveis fósseis. Mas que não há pressa na negociação, pois a usina é uma geradora de caixa para a companhia e que a meta é vender bem e não perder valor para a empresa. A ideia é de que a negociação possa ser fechada no ano de 2020.

Já a mais recente usina da geradora a UTE Pampa Sul (RS, 345 MW) e que está em operação desde junho ainda não teve seu processo de venda retomado. A Engie ainda espera ter um track record mais longo da usina. A meta é a de demonstrar que a central é eficiente e ainda terminar os testes de performance que estão sendo conduzidos por ali. O epecista, contou Sattamini, está em fase final de construção. No momento são apenas detalhes que precisam ser feitos, além dos testes citados.

“Na hora em que nos sentirmos confiantes vamos ao mercado para a venda, é uma excelente usina, eficiente e contratos de 25 anos no ACR”, propagandeou o executivo.

Em outra ponta, a Engie continua avaliando o segmento de transmissão, tanto em leilões quanto para projetos existentes. Segundo o presidente da empresa, esse avanço pode se dar até sobre ativos de tíquetes mais elevados, aproveitando as vantagens competitivas da empresa na facilidade na captação de recursos. Ele desconversou quando questionado sobre os ativos da Argo Energia, comentou que a Engie busca ativos que façam sentido e que tragam retorno adequado à companhia.

Sobre a recente aquisição da TAG, onde a participação da geradora e da holding somam 59% o processo de incorporação do novo ativo continua.