PSR lidera discussões sobre GD e digitalização em reforma setorial na Colômbia

Segundo Luiz Augusto Barroso, CEO da consultoria e à frente do trabalho, processo no país vizinho é semelhante ao caso brasileiro

Com foco central na transformação, o governo da Colômbia lançou recentemente uma ampla missão de reestruturação do seu mercado de energia, baseada em pautas como competitividade, transição, revisão do marco regulatório e reforma tributária. A consultoria brasileira PSR foi uma das contratadas para atuar no trabalho institucional e coordena um dos cinco focos mapeados no trabalho, cobrindo os temas geração distribuída, digitalização e resposta pela demanda. A atuação foi destacada pelo CEO da PSR, Luiz Augusto Barroso, durante participação na Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico deste ano.

Segundo o executivo, à frente do trabalho, o processo é semelhante com o caso brasileiro. Aqui, um Grupo de Trabalho foi instituído em abril deste ano para propor medidas de modernização do marco regulatório em até 6 meses. “A Colômbia é pioneira na implementação de mecanismos de mercado que foram adotados em outros países. Os leilões de opções de confiabilidade, em 2006, foram uma forma de aperfeiçoar a contratação de lastro do sistema. Dada a qualidade dos envolvidos e o nível das discussões, as reformas agora em discussão seguramente serão referências para outros países em breve”, afirma Barroso.

A Colômbia possui uma matriz com aproximadamente 18 GW de capacidade instalada, sendo 65% hidrelétrica. O sistema é interconectado com outros países e apresenta abundância de recursos renováveis, além de gás natural. Há pelo menos duas décadas o país se destaca na construção de mercado para o setor elétrico, que inclui despacho por ofertas de preços, separação lastro e energia e preços horários. O trabalho desenvolvido agora tem o objetivo de preparar o setor elétrico para a inserção de novas tecnologias, o empoderamento do consumidor e a resiliência com relação ao tema das mudanças climáticas.

A missão em curso atualmente contou com apoio institucional de diversos atores, incluindo o Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Banco Mundial. “Da mesma forma que a Colômbia tem olhado com carinho para os mecanismos bem sucedidos no Brasil, como aproveitar o efeito portfólio dos recursos no país para permitir a inserção econômica de renováveis, o Brasil deve olhar para a experiência da Colômbia em temas que nos interessam, como oferta de preços, preço horário e a separação entre os produtos confiabilidade e energia, todos já implementados desde o início da reforma”, avalia o CEO da PSR.