Omega captará recursos para aquisição de ativos operacionais

Geradora poderá levantar até R$ 1,2 bilhão caso o número de ações previsto na operação fosse negociado ao valor atual dos papeis da empresa na B3

A Omega Geração fará uma oferta de ações para capitalizar a empresa com a meta de utilizar os recursos a serem levantados na operação para aquisição de ativos de geração operacionais. A intenção inicial é de emitir 27.692.308 ações a serem distribuídas no Brasil, em mercado de balcão não organizado.
E ainda, a critério da companhia, e em comum acordo com os coordenadores da oferta, elevar essa quantidade de papeis em até 35%, ou seja, até 9.692.307 ações a mais nas mesmas condições e preço das ações inicialmente ofertadas. Com isso, a capitalização se realizada ao preço atual da ação da empresa na B3 poderia alcançar pouco mais de R$ 1,2 bilhão.
Segundo comunicado publicado na noite desta terça-feira, 11 de setembro, a companhia informou que a aquisição poderá ocorrer para ativos “que possam contribuir com a estratégia de crescimento e consolidação da Companhia, bem como para a condução dos seus negócios ordinários”. E acrescentou que “na presente data, algumas oportunidades de negócios estão sendo analisadas, sendo que as futuras aquisições de ativos de geração de energia elétrica dependerão de análise de estudos econômico-financeiros, técnicos e jurídicos, além de oportunidades de mercado”.
Se houver recursos líquidos provenientes da oferta e não utilizados, terão como destino o fortalecimento e otimização da estrutura de capital da geradora, por meio da melhoria da liquidez promovida pelo aumento de recursos em caixa.
O preço por ação será fixado após a conclusão do procedimento de coleta de intenções de investimento, a ser realizado exclusivamente junto a Investidores Institucionais, tendo como parâmetros a cotação das ações ordinárias de emissão da Companhia na B3 e as indicações de interesse em função da qualidade e quantidade da demanda (por volume e preço) pelas ações, coletadas junto a Investidores Institucionais, o chamado Bookbuilding.
“A escolha do critério para determinação do preço por ação é justificada pelo fato de que o preço por ação será aferido de acordo com a realização do procedimento de Bookbuilding, o qual reflete o valor pelo qual os investidores institucionais apresentarão suas intenções de investimento no contexto da oferta e a cotação das ações ordinárias de emissão da companhia na B3, e, portanto, não promovendo a diluição injustificada dos acionistas da companhia”, explicou a Omega no comunicado.
A coordenação e intermediação será do Bank of America Merrill Lynch, Banco BTG Pactual,  Credit Suisse (Brasil), XP Investimentos e do Banco Santander (Brasil). Simultaneamente, serão realizados esforços de colocação das Ações no exterior.