Barragens e uso de mídias sociais como estratégia de comunicação

Projeto de P&D da Cesp destaca a importância das novas tecnologias de comunicação para situações emergências envolvendo barragens de hidrelétricas

Cada vez mais o mundo corporativo tem usado as mídias sociais para se comunicar com o seu público, seja para conquistar novos clientes, seja para fidelizá-los. A velocidade e o poder de alcance de ferramentas como Facebook, LinkedIn, Instagram, WhatsApp, Telegram e Twitter – em vários momentos, superam os meios tradicionais de comunicação (jornal, rádio e televisão), principalmente pelo seu caráter democrático.

A preocupação com situações emergenciais levou a equipe da geradora Cesp a criar uma metodologia de comunicação considerando o uso de mídias sociais como estratégia para orientar e informar corretamente a população em áreas de riscos de operação de hidrelétricas.

A metodologia é fruto do Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D/Aneel) “Disseminação de Informações sobre Operações de Usinas à Sociedade Civil pela Internet, Mídias Sociais e Serviços de Mensageria, incluindo Eventos, Pré-Eventos, Eventos Externos, incluindo Catástrofe”, desenvolvido em parceria com a CGI América do Sul Soluções e Tecnologia.

De acordo com Ovidio J. Santos, gerente de Engenharia Civil e Segurança de Barragens, o objeto do estudo realizado dentro do P&D foi integrar os recursos de comunicação, principalmente, as mídias sociais, com as plataformas de operação da usina e mitigar impactos oriundos de eventos extremos da operação.

“Os produtos deste P&D podem ser aplicados em qualquer usina hidrelétrica, bem como também em outros setores onde as consequências das operações podem ser afetadas por eventos extremos. A aplicação consiste na determinação das condições de operação do empreendimento, delimitação geográfica dos terceiros afetados, disponibilização de meios aos terceiros para obtenção das informações da operação do empreendimento.”, explicou o especialista.

Segundo Santos, a implementação do P&D é viável, contudo envolve custo com a composição da base de dados geográficos que é tanto maior quanto maior for a necessidade de precisão no modelo geográfico, assim como os custos de mensageria atrelados às ferramentas atuais de mídia social, e a integração dessas ferramentas com as ferramentas internas de operação.

Atualmente há ferramentas atualizadas para mensuração da zona de impacto e a necessária integração com ferramentas tecnológicas capazes de realizar o alerta aos influenciados pela operação dos empreendimentos, com as informações precisas e categorizadas de acordo com o público alvo. “O P&D buscou a definição das rotinas conceituais do sistema. A implementação não fez parte do objeto deste”, finalizou.

A Cesp opera as hidrelétricas Jaguari, Paraibuna e Porto Primavera, todas localizadas no Estado de São Paulo, somando 1.654 MW de capacidade instalada. Em outubro de 2018, a empresa foi privatizada pelo Governo de São Paulo. A Votorantim Energia e o fundo de pensão canadense CPPIB compraram o controle da elétrica por R$ 1,7 bilhão.

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