A queda de 1,43% no preço das contas de luz no país impactou a variação negativa de 0,23% do grupo Habitação, a segunda maior dentro do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) do mês de outubro, que mostrou estabilidade em relação a setembro, apresentando os mesmos 0,09%. Este é o menor resultado para um mês de outubro desde 1998, quando a taxa foi de 0,01%. No ano, o índice acumula alta de 2,69% e, em 12 meses, de 2,72%, segundo os resultados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o levantamento, o resultado no grupo habitação é explicado pela mudança das bandeiras tarifárias. Em setembro, a bandeira vermelha, em que a cobrança adicional é de R$ 4,00 a cada 100 quilowatts-hora, impulsionou a alta do índice, sendo agora compensada com a mudança para a tabela amarela, cuja taxa adicional é de R$ 1,50.
À exceção das regiões metropolitanas do Recife e de Salvador, que variaram 0,14% e 2,52%, todas as demais áreas apresentaram queda de preços, que vão desde 0,95% na região metropolitana de Porto Alegre até 3,31% negativos na região metropolitana de Fortaleza.