Aneel libera operação comercial da última máquina de Belo Monte

Entrada da 18ª unidade geradora completa a potência instalada da usina hidrelétrica

A Agência Nacional de Energia Elétrica assinou nesta terça-feira (19) o termo de liberação para operação comercial da 18ª turbina da casa de força principal da hidrelétrica de Belo Monte, em cerimônia na sede do órgão. A máquina começa a operar oficialmente na quarta-feira, 20 de novembro, mas a inauguração será feita no próximo dia 27, com a presença do ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) e do presidente Jair Bolsonaro.

A liberação da 18ª máquina completa a potência instalada da usina de 11,2 mil MW, que coleciona polêmicas desde que foram feitos os primeiros estudos ainda durante o governo militar. Belo Monte opera com 24 unidades geradoras.

Presentes à cerimônia, a secretária executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira, e o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr, destacaram o desafio de construir a usina. “Não estamos falando de qualquer obra. É a maior obra já construída no Brasil”, disse o executivo, acrescentando que o país tem R$ 50 bilhões investidos no empreendimento.

O valor da obra não chega a isso, pelos números da concessionária Norte Energia. O diretor-presidente da empresa, Paulo Roberto Pinto, falou do simbolismo da entrada da unidade geradora, que significa incluir a usina hidrelétrica no sistema. Ele também ressaltou o papel da Aneel no projeto de Belo Monte.

O diretor-geral da agência, André Pepitone, também lembrou que a usina é uma das maiores obras de infraestrutura do país. O vertedouro da casa de força de Pimental, lembrou Pepitone, tem capacidade de liberar 62 milhões de litros de água por segundo, e a usina é capaz de gerar energia para abastecer 60 milhões de pessoas.