Cemig vai recapacitar três linhas de distribuição em MG

Alubar irá fornecer 192 Km de cabo elétrico para aumentar a capacidade das linhas de sub-transmissão 138 kV em Juiz de Fora, Varginha e Belo Horizonte

Visando aumentar a capacidade de condução energética de três linhas de distribuição em operação em Juiz de Fora, Varginha e Belo Horizonte, a Cemig adquiriu, por meio de pregão eletrônico, 192 km do cabo ACFR da fabricante Alubar. O produto será produzido pela unidade de produção da empresa em Barcarena, com entrega prevista para meados de 2020. Esta foi apenas a terceira venda deste tipo de condutor no Brasil e a de maior volume até então, segundo a fabricante.

O cabo ACFR Alubar é um condutor formado por um núcleo de fibra de carbono, revestido por fios de Liga de Alumínio Termorresistente com perfil trapezoidal, cujo nome técnico em inglês é Aluminum Conductor Fiber Reinforced/Trapezoidal Wire (ACFR/TW). Na prática, isto significa que o equipamento é mais leve e conduz mais energia com o mesmo diâmetro dos cabos convencionais com núcleo de aço (CAA).

A iniciativa busca atender a crescente demanda das grandes cidades brasileiras por energia elétrica. Nesse sentido, as empresas do setor planejam investimentos não apenas na ampliação do sistema, mas também no aumento de capacidade da infraestrutura já existente, sem precisar construir novos linhões. Giovane Veloso, Gerente de Engenharia de Produtos da Alubar, destacou o pioneirismo da solução em escala comercial no território nacional.

“A companhia possui exclusividade no Brasil para utilizar a fibra de carbono fornecida pela empresa japonesa Tokyo Rope, que garante a leveza e a baixa flecha do cabo – o que é uma boa alternativa para longas travessias”, afirma.

Com a troca do cabo CAA Linnet nessas linhas, a Cemig aumentará em 40% a capacidade de transmissão de energia elétrica da rede existente. Contudo, os novos equipamentos tem capacidade para aumentar essa transmissão em até 80%, permitindo à concessionária mineira conduzir ainda mais a energia no futuro, sem substituir ou construir novas torres e sistemas. “Há várias outras linhas no Brasil que estão nas mesmas condições e precisarão passar por repotenciação. É uma tendência que vai aumentar gradativamente ano a ano, a partir de 2020”, explica o engenheiro especialista da Alubar, Sidnei Ueda.

Para se preparar e atender a mais esta demanda de mercado, a Alubar realizou em 2018 obras de expansão que aumentaram em 80% a capacidade produtiva na fábrica de Barcarena. Além disso, a empresa investe em contratação e desenvolvimento de pessoas e em aquisição de novas unidades. “Uma das marcas da empresa é o planejamento. Quando desenvolvemos o cabo ACFR Alubar, isto veio acompanhado de investimentos que nos colocam em condições de entregar este produto em quantidade e qualidade”, relata o Diretor Executivo da Alubar, Maurício Gouvea.