Schneider Electric inaugura laboratório para subestações digitais no Brasil

Implementação do Centro de Competência Process Bus IEC61850, o segundo da empresa no mundo, visa fomentar a digitalização do setor de distribuição energética

A Schneider Electric acaba de inaugurar seu primeiro laboratório voltado às Subestações Digitais no Brasil. A iniciativa recebeu um aporte em equipamentos que habilitam a multinacional francesa a entregar soluções completas para o desenvolvimento de subestações desse nível no país, numa tecnologia que viabiliza a substituição de cabos de cobre por cabos de fibra ótica, transmitindo informações em tempo real.

O Centro de Competência Process Bus IEC61850 resultará em redução do Capex e Opex para as distribuidoras, além de permitir redução dos requisitos de infraestrutura, como canaletas, dutos e envelopes de cabos, além dos custos de testes de aceitação em fábrica (TAF), em campo (TAC), e de projeto. “Para nós da Schneider Electric, a criação desse Centro é algo de extrema importância. Por meio de nosso laboratório poderemos mostrar ao mercado o diferencial de se operar com tecnologias digitais e como isso agregar valor à operação de uma subestação”, afirma Adenilson Dias Santos, Category Manager Automation Products da Schneider Electric para a América Latina.

Ao operar uma SE digital, as concessionárias passam a trabalhar de forma mais ágil e segura. E, em caso de desligamentos indevidos, podem obter relatórios detalhados e orientados sobre a ocorrência, realinhando investimentos e mitigando riscos. O empreendimento conta com relés de proteção de linha de transmissão Micom P54x, com Smart Terminal Blocks (SMTB), que digitalizam os pontos digitais da subestação, e com Merging Units, que digitalizam os pontos analógicos da subestação.

Essa é a segunda iniciativa deste tipo da Schneider Electric em todo o mundo, sendo o primeiro Centro localizado na Tailândia. Para projetar o laboratório, a companhia recebeu novos equipamentos enviados diretamente de sua matriz, localizada na França. Além disso, 22 colaboradores de países como Brasil, Argentina e Chile, foram treinados e certificados especificamente para trabalhar com as soluções do novo centro.