Países estão com boa vontade para negociar Anexo C, aponta Itaipu

Diretor geral brasileiro, Joaquim Silva e Luna, participou de reunião com o presidente da República e o ministro de Minas e Energia nesta quarta-feira, 15 de janeiro, em Brasília

O Brasil e o Paraguai demonstram estar com boa vontade para a discussão sobre a revisão do Anexo C do Tratado de Itaipu, que vence em 2023. Essa é a avaliação da metade brasileira da usina, cujo diretor geral, o general Joaquim Silva e Luna, esteve reunido com o presidente da República, Jair Bolsonaro e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, no MME em Brasília. Essa visão decorre da negociação da contratação, a longo prazo, da potência de Itaipu pela Eletrobras e Ande, o que não ocorria havia dez anos.
Em comunicado da geradora afirmou que, “o acordo, que possibilitou maior previsibilidade para que a empresa honrasse compromissos, como pagamento da dívida e royalties, foi em ambiente altamente saudável, já sinalizando a boa vontade do Brasil e do Paraguai para as futuras negociações do Anexo C do Tratado de Itaipu, que será revisado em 2023”.
No encontro, relatou Itaipu, o tema principal foi o atual cenário geral de energia elétrica, o que incluiu Itaipu, considerada estratégica para a segurança energética nacional. Na pauta da reunião Luna relatou o andamento dos investimentos da usina como na Porte da Integração, no aeroporto e outros projetos já destacados ainda ontem por Itaipu.
“A Ponte da Integração é um dos principais resultados da realocação de recursos promovidas na gestão de Silva e Luna, que suspendeu convênios e patrocínios sem adesão à missão da empresa e reduziu o orçamento de Itaipu para 2020, o que resultou em R$ 600 milhões para aplicação em obras fundamentais para a região, o que inclui também a duplicação da pista do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu”, destacou.
E acrescentou que somente nesta obra serão destinados R$ 463 milhões, investimento que será diluído ao longo do orçamento dos próximos três ou quatro anos, sem onerar a tarifa de Itaipu, para não prejudicar o consumidor brasileiro.