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Assim como na distribuição, em que nos últimos anos adquiriu as distribuidoras Celg (GO) e AES Eletropaulo (SP) e na geração, em que é uma das líderes em renováveis com a Enel Green Power, a italiana Enel tem planos ambiciosos para o Brasil na área de serviços e soluções em energia. A subsidiária Enel X quer replicar no país o êxito alcançado na Europa e na América Latina. O CEO Global da empresa, Francesco Venturini, revelou para a Agência CanalEnergia que a empresa vem buscando investir em novos talentos nos últimos anos e está trazendo novos modelos de negócios para o país, entre eles, o da eletromobilidade. “A Enel tem grandes planos para o Brasil. Nós fornecemos mais do que apenas energia, essa é a nossa missão”, discursa.
A Geração Distribuída aparece para a empresa como um grande nicho de mercado e de oportunidades de negócios no país, principalmente na região nordeste. Segundo Venturini, a Enel X está trabalhando para expandir a sua rede de instaladores e de vendedores de forma que ela possa dobrar – e até triplicar – o número de megawatts instalados nos próximos dois anos. O líder para a América Latina da Enel X, Simone Tripepi, lembra que no fim do ano passado, a empresa lançou um kit fotovoltaico para o consumidor residencial, que segundo ele, tem um preço bastante competitivo. Ele ressalta que pelo fato do grupo no Brasil ter atuação na distribuição, geração e comercialização, é possível oferecer soluções para todos os tipos de clientes, sejam eles residenciais, industriais e até para cidades inteligentes. “O Brasil para nós no futuro será um dos líderes de negócios da Enel X”, avisa.
Venturini acredita que a GD vai crescer no mundo inteiro, não importa o problema. O executivo aponta que esta modalidade é mais econômica e vem sendo adotada apenas por essa razão, mas também por uma série de fatores diferentes, como a sustentabilidade, a independência da rede ou mesmo a novidade tecnológica. Sobre a revisão da resolução 482, que está em discussão, Tripepi acredita que ainda deve ser dada uma oportunidade para que GD se desenvolva mais no país. “Nós esperamos que a nova regulação ajude a GD a crescer”, comenta.
A empresa atualmente disputa uma parceria público privada para implantar iluminação eficiente em Porto Alegre (RS). Ela também tem outros projetos implantados, como o de eficientização da iluminação e geração de energia solar para a rede de mercados Armazém do Grão, em Petrópolis (RJ) e um projeto de energia solar que abastecerá todo o Centro de Inovação e Tecnologia da Ambev no Rio de Janeiro, anunciados no ano passado.
Possíveis aquisições, como as que movimentaram o mercado brasileiro de empresas de serviços de energia nos últimos anos não devem estar no radar da Enel X. Embora diga que a empresa sempre observa outras que possam ajudá-la a crescer em um país, o CEO Venturini salienta que essas aquisições devem fazer sentido para a Enel X, “Compramos apenas empresas que realmente acreditamos que vão trazer valor adicional para o que fazemos”, conclui.
*O Repórter viajou a convite da Enel Brasil