O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmou nesta terça-feira, 21 de janeiro, que não há condições energéticas para operação do reservatório de Serra da Mesa (GO) com a defluência mínima de 300m³/s, sendo necessária a elevação a um patamar de defluências um pouco acima de 500m³/s, até que as demandas do setor elétrico se equilibrem. A questão foi tratada pelos agentes durante a segunda reunião da Sala de Crise do Tocantins deste ano, realizado na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, e por videoconferência.
Na ocasião, além da decisão baseada na apresentação dos resultados de simulações da evolução do armazenamento do reservatório da UHE Serra da Mesa (GO), foi definida a mudança da periodicidade dos encontros da Sala de Crise, deixando de ser semanais para serem quinzenais, às terças durante a manhã, visto não haver perspectivas de alterações significativas nas condições da bacia hidrográfica do Tocantins até a próxima reunião, marcada para 4 de fevereiro. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), há uma previsão favorável de chuvas para as próximas semanas na bacia do rio Tocantins.
No último domingo, 19 de janeiro, o Reservatório Equivalente do Tocantins estava com 15,45% de seu volume útil, sendo que na mesma data de 2019 o conjunto de barragens formado pelos reservatórios de Serra da Mesa, Peixe Angical (TO) e Tucuruí (PA) armazenava 25,03%. Maior submercado da bacia, Serra da Mesa acumulava 8,98% de seu volume útil de 43,25 trilhões de litros no dia 19.