Albuquerque destaca na Índia desafios de expansão da matriz

Em encontro com empresários naquela país, o ministro falou sobre renováveis, petróleo e gás e energia nuclear

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse em discurso na reunião do Fórum Empresarial Brasil – Índia, em Nova Délhi, Índia, que o Brasil tem o desafio contínuo de expandir a matriz e garantir a universalização e a segurança energética, e, para isso, vai investir ainda mais na diversificação das fontes de energia. O objetivo, destacou nesta segunda-feira (27), é elevar a participação das renováveis para 48% nos próximos dez anos.

Defensor da energia nuclear, o ministro afirmou ainda que “o setor nuclear tem um importante papel na transição energética e continuará sendo uma prioridade para o Brasil.” Ele destacou que o país domina o ciclo do combustível, tem grandes reservas de urânio e pretende ser um ator relevante nesse mercado.

“Nesse sentido, estamos promovendo a abertura da mineração de urânio e do investimento em geração nuclear, em parceria com o setor privado”, completou Albuquerque, que participou da reunião ao lado do presidente Jair Bolsonaro, que está em visita oficial à Índia.

No setor de petróleo e gás, a oferta de áreas de exploração e produção e o alto índice de produtividade dos campos vai posicionar o Brasil como um dos cinco maiores exportadores e produtores do mundo em uma década, disse o ministro. “Entendemos que, naturalmente, haverá uma maior presença das empresas indianas nesse importante segmento de nossa economia.”

O ministro lembrou que a maior parcela dos investimentos indianos no Brasil é no setor elétrico e em linhas de transmissão. Ele informou, porém, aos empresários presentes, que a capacidade instalada de geração, hoje de 170 GW, deverá crescer  44% também em dez anos.

Albuquerque ressaltou ainda que o país é referência mundial em biocombustíveis, lembrando a mistura do etanol na gasolina, e que já existe um plano de trabalho, fruto dos memorandos de entendimento assinados com a Índia, que prevê a cooperação entres os dois países nesse segmento. “Acreditamos que, juntos, poderemos ser referências mundiais em economias de baixo carbono, na substituição de combustíveis fósseis e controle de emissões de gases de efeito estufa.”