Aneel suspende operação de 20,8 MW térmicos em Goiás

Decisão é referente a 15 unidades geradoras da UTE Palmeiras de Goiás. Térmica no Amazonas é liberada para testes, assim como PCH em Santa Catarina

A superintendência de fiscalização dos serviços de geração da Aneel suspendeu a operação comercial de 15 unidades geradoras da termelétrica Palmeiras de Goiás (175,5 MW), outorgada à Central Energética Palmeiras. A decisão envolve um total de 20,8 MW de capacidade instalada no município de mesmo nome da usina, localizado em Goiás.

De acordo com uma nota técnica da Agência, emitida nessa quinta-feira, 30 de janeiro, os equipamentos em questão não apresentam condições de operação já a bastante tempo. As unidades 51, 59, 65, 66, 67, 70, 72, 76, 77, 84 e 93, cada uma de 1,8 MW, estão indisponíveis para o sistema há quase seis anos, devido a um evento catastrófico ocorrido em 2014, onde a fiscalização constatou práticas de manutenção e operação não prudentes da empresa Celulose e Papel de Pernambuco (Cepasa).

As outras quatro UGs (3, 8, 9; e 50), de 1,4 MW, passaram por vistoria ou estavam severamente avariadas, o que foi creditado à “não realização ou postergação de manutenções planejadas pelo fabricante, deteriorando sua capacidade motriz”.

Ademais, no dia 8 de julho de 2016, foi informado ao agente sobre a campanha de fiscalização do desempenho de usinas termelétricas despachadas (UTE Tipo I e IIA), na qual a térmica foi rotulada como “Não Conforme”, em função do baixo desempenho apresentado no período entre 1º de março de 2015 até 29 de fevereiro de 2016, onde entregou uma potência consideravelmente menor que que o contratual de 140 MW (cerca de 40,2% desta capacidade de geração).

Térmica e PCH aprovadas para testes

No mesmo dia, a Aneel aprovou também a operação em testes das unidades UG1 a UG14, de 352 kW cada, totalizando 4,9 MW de capacidade instalada da termelétrica São Paulo de Olivença – CGA, de titularidade da Aggreko Energia e localizada no município de São Paulo de Olivença, no Amazonas.

Outra liberação foi para a PCH Lambari, de posse empresa Mauê s/a – Geradora e Fornecedora de Insumos e situada na cidade Sul Brasil, em Santa Catarina. A decisão envolve duas turbinas de aproximadamente 2,2 MW, totalizando cerca de 4,5 MW de potência do empreendimento.