Cteep tem lucro 4,3% menor em 2019

Ganho da companhia somou R$ 1,2 bilhão no ano, no trimestre resultado foi 22,8% menor do que em 2018

A Cteep reportou um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão em 2019, esse resultado representa uma retração de 4,3% na comparação com o obtido em 2018. O resultado ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) ajustado do ano chegou a R$ 2,4 bilhões uma leve variação negativa de 0,2% ante o ano anterior, já  margem ficou em 80,2%, 0,6 ponto porcentual menor.
No trimestre o resultado líquido ficou 22,8% menor com R$ 345,4 milhões, o ebitda ajustado somou R$ 670,9 milhões, aumento de 17,6% e a margem elevou em 8,6 p.p. para 83,3%.
A empresa finalizou os 12 meses com receita líquida de R$ 2,8 bilhões, elevação de 0,3% e de R$ 729,5 milhões entre outubro e dezembro, aumento de 5,8%.
A geração de caixa permitiu a distribuição de um total R$ 995,3 milhões em proventos aos acionistas, representando um payout de 81% do lucro líquido regulatório.
Nos últimos quatro anos, a companhia arrematou 13 lotes em leilões de transmissão, que representam aumento de 2 mil quilômetros de linhas e 12 mil MVA de potência, com investimento estimado segundo os dados da Aneel de R$ 5 bilhões e RAP de R$ 567 milhões.
Entre os itens destacados pela companhia durante o período, o projeto da IE Itapura (Bauru) foi energizado com 18 meses de antecedência em relação ao prazo estabelecido. O projeto faz parte do lote 25, conquistado em abril de 2017. Outra frente de crescimento da empresa é em Reforços e Melhorias. Em 2019 foram investidos R$ 133 milhões nesses projetos, e a Aneel já autorizou que a transmissora execute cerca de R$ 500 milhões nos próximos anos.
Ao total a empresa realizou o aporte de R$ 770,8 milhões, uma variação de 113% ante os R$ 361,6 milhões de 2018.
Em 31 de dezembro de 2019, a dívida bruta atingiu o montante de R$ 3,2 bilhões, aumento de R$ 228,9 milhões em relação ao saldo verificado no fechamento do ano anterior. Esse aumento deve-se às novas captações para investimentos em projetos de crescimento (greenfield de reforços e melhorias), parcialmente compensadas pelas amortizações no período. A dívida líquida da empresa ficou em R$ 2,5 bilhões, queda de 0,1%.