Copel e Curitiba anunciam usina no aterro da Caximba

Investimento previsto é de R$ 31,5 milhões, sendo 49% de responsabilidade da elétrica e os outros 51% do município para usina solar e a biomassa

A Copel e a prefeitura de Curitiba anunciaram a instalação de uma usina pública de energia no aterro sanitário da Caximba. A central de geração terá o formato de pirâmide, será movida a painéis solares e biomassa que somarão potência instalada de 5 MW. O projeto será implantado e operado em parceria por meio de uma chamada pública aberta pela companhia em 2008. O Termo de Cooperação Técnica foi assinado pelo presidente da companhia, Daniel Slaviero, e pelo prefeito Rafael Greca.
Os estudos de viabilidade técnica, econômica e financeira já estão em andamento e devem ser finalizados até maio. Informações preliminares indicam investimento de R$ 31,5 milhões, 49% do montante estará a cargo da elétrica e os outros 51% do município.
A proposta foi aprovada pela Chamada Pública 001/2019, publicada pela Copel, para selecionar oportunidades de negócio para implantação de empreendimentos em geração distribuída de energia, nas modalidades previstas na Resolução Aneel nº 482/2012.
Pela fonte solar fotovoltaica será uma Unidade Geradora com potência de 3,5 MW cujos painéis estarão em formato de pirâmide. Já a biomassa será a responsável por 1,5 MW adicional. Nessa modalidade serão aproveitados os resíduos vegetais das podas de árvores e limpeza de jardins.
A produção anual de energia deve ficar em 18,6 mil MWh que poderão ser utilizados para compensação de consumo de energia. A usina do Caximba faz parte do programa Curitiba Mais Energia, que abrange ainda a usina de geração fotovoltaica no Palácio 29 de Março, em operação desde 5 de junho de 2019, financiada com recursos do Programa de Eficiência Energética da Copel, fiscalizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica.