CEB encerra 2019 com lucro líquido de R$ 119 milhões

Resultado também foi positivo para a CEB D, com lucro de R$ 41,9 milhões, mas empresa destaca desafios para 2020

A Companhia Energética de Brasilia encerrou 2019 com lucro líquido de R$ 119 milhões, 32,3% maior que o do ano anterior, quando o resultado ficou em R$ 90 milhões. Desse total, R$ 77,4 milhões vieram da geração e R$ 41,9 milhões da atividade de distribuição. O balanço consolidado do ano passado foi apresentado pelo presidente da empresa, Edison Garcia, em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 27 de março.

Apesar da melhora do resultado, o cenário para a CEB em 2020 permanece desafiador, segundo o relatório de administração da companhia. Prosseguem os estudos de avaliação para a venda do controle da CEB Distribuição, que vai exigir ainda mais investimentos até 2021 para o cumprimento das metas estabelecidas no contrato de concessão. A intenção do governo do Distrito Federal é permanecer com 49% de participação na empresa.

A geração de caixa do Grupo CEB no ano passado teve crescimento de 6,33%, passando de R$ 293,1 milhões para R$ 311,7 milhões. Já a CEB D, principal subsidiária, registrou aumento de 87% no Ebitda em relação a 2018, passando de R$ 90 milhões para R$ 167 milhões. O lucro líquido em torno de R$ 42 milhões representou aumento de 224%, comparado  ao prejuízo de R$ 34 milhões do exercício de 2018.

A distribuidora, que responde por cerca de 96% da receita bruta do grupo, recebeu no ano passado R$ 183 milhões em aportes do controlador, valor 783% maior que o injetado pela holding (R$ 20 milhões) em 2018. As perdas de energia cresceram 19% e a inadimplência teve redução de 12%, após a execução de um programa de recuperação de créditos que previa o parcelamento em até 60 meses das dívidas de consumidores com contas em atraso. Segundo a CEB, foram renegociados e parcelados em torno de R$ 103 milhões de 25 mil famílias, com impacto imediato no caixa de aproximadamente R$ 22 milhões.

Além do resultado positivo do exercício, Garcia destacou a redução das despesas operacionais de R$ 248 milhões para R$ 236 milhões e a queda nos custos com Pessoal, Material, Serviços e Outros (PMSO) de R$ 329 milhões para R$ 314 milhões (excluindo provisões). A expectativa é de que o acordo coletivo de trabalho assinado no ano passado, que manteve  sem reajuste os salários dos trabalhadores e alterou clausulas do acordo anterior, tenha impacto também nos resultados desse ano.

A concessionária conseguiu ainda cumprir as cláusulas de sustentabilidade econômico-financeira do contrato de concessão e os contratos de empréstimo e financiamento, além de apresentar melhora na estrutura de capital, aumentando a participação do capital próprio de 8% no inicio de 2019 para 20%. Isso significa que grande parte do capital era composto por dívidas com terceiros.  O endividamento  atual de R$ 804 milhões ainda se encontra, porém, em nível elevado.