Indústria eletroeletrônica sente efeito Covid e recua 7% em fevereiro

Levantamento da Abinee já aponta efeitos da crise do coronavírus em função da falta de insumos vindos da China. Queda na produção de lâmpadas, geradores e motores puxou resultado na parte elétrica

A produção da indústria eletroeletrônica no país apresentou retração de 7% no mês de fevereiro em comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado do levantamento realizado pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), que usa dados divulgados pelo IBGE, foi influenciado principalmente pela queda de 10,6% na produção de bens eletrônicos, uma vez que a área elétrica registrou recuo mais modesto, de 3,6%.

No caso, o segmento elétrico foi impactado pela retração de 13,8% na produção de lâmpadas e de 8,7% de geradores, transformadores e motores. Pilhas e baterias tiveram variação negativa de 7,6%, enquanto outros equipamentos, como alarme para proteção contra roubo ou incêndio e eletrodos, escovas e outros artigos de carvão ou grafita para usos elétricos foram responsáveis por 16,5% do quadro. Já no acumulado de janeiro e fevereiro de 2020, a produção industrial do setor recuou 1,3%, proveniente do recuo de 3% da área eletrônica e da elevação de 0,5% da parte elétrica.

Segundo o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato, o resultado já era esperado devido ao impacto do novo coronavírus. Ele lembra que os fabricantes de produtos de Tecnologia da Informação, como celulares, computadores e outros por parte do setor elétrico foram os primeiros a serem afetados pela disseminação da Covid-19, em função de problemas no recebimento de materiais, componentes e insumos provenientes da China, quando o surto estava concentrado apenas no país asiático, no mês de janeiro.