Eneva prorroga prazo para AES avaliar oferta de incorporação

Eneva ampliou prazo para a análise até 21 de abril, data em que se realizará a reunião de conselho da geradora

A Eneva prorrogou o prazo vigente para que a AES Tietê analise a proposta de incorporação dos ativos até o dia 21 de abril. Nessa data será realizada uma reunião do conselho da geradora ofertante. A geradora ligada à companhia norte-americana informou que os termos serão analisados pelo Conselho de Administração e seus respectivos assessores contratados e que se manifestará a respeito de seu conteúdo, bem como sobre a oferta, até a data estabelecida pela proponente.
O início dessa negociação começou em 1º de março, ainda antes da pandemia de covid-19 e envolve o pagamento em dinheiro aos acionistas da AES Tietê, bem como a troca por ações.
A estrutura para a implementação compreenderia a incorporação da AES Tietê, a valor contábil, por uma subsidiária integral da Eneva (Holding), com a emissão de ações ordinárias e preferenciais resgatáveis, seguida do resgate compulsório das ações preferenciais desta Holding mediante o pagamento de R$ 1,3784 por ação, no valor total aproximado de R$ 2,75 bilhões. Outro item é a incorporação da Holding pela Eneva, também a valor contábil, com a emissão de 91.994.693 novas ações ordinárias da Eneva a serem entregues na proporção de 0,0461003208 novas ações ordinárias para cada ação ordinária de emissão da Holding.
Em seu fato relevante, a Eneva reafirma que “a nosso ver, além dos benefícios da Operação já divulgados anteriormente, a estrutura proposta permitirá sinergias operacionais e fiscais com efeitos vantajosos aos acionistas das companhias, o que se confirma no relatório econômico-financeiro sobre sinergias da Combinação de Negócios elaborado pela Tendências Consultoria Integrada enviado a AES Tietê.”
Além disso, a Eneva afirma que  minuta de Protocolo de Incorporação, do Estatuto Social após a operação, uma carta reiterando a confiança na obtenção do consentimento dos credores da AES Tietê aos termos do negócio, notadamente os titulares de debêntures, como é bastante usual em operações desta natureza e que, apesar de ter situação confortável de caixa e equivalentes de caixa, poderá se valer de suas linhas de crédito e do mercado de capitais para financiar parte ou a totalidade dos recursos necessários à implementação da operação.

“Temos a convicção de que a AES Tietê e seus assessores, diante de todos esses documentos, relatórios e respostas apresentadas (Q&A), têm condições de avaliar, de forma independente e criteriosa, a proposta da Eneva e concluir pela sua recomendação aos acionistas”, destaca a geradora.