Neoenergia testará “wearables” para suporte remoto a LTs e subestações

Projeto-piloto em operadores de três SEs da empresa prevê suporte às equipes de campo à distância e em tempo real, por meio de tecnologia vestível

A partir de maio, operadores das subestações Sobral (CE), Fernão Dias (SP) e Baixo Iguaçu (PR) receberão dispositivos wearables, com tecnologia remota telecomandada por voz para dar suporte às atividades de operação e manutenção de linhas de transmissão e subestações, podendo trocar informações, conhecimentos e interagir remotamente entre si em tempo real. A iniciativa faz parte de um projeto-piloto desenvolvido pela Neoenergia.

O dispositivo é adaptado ao capacete do colaborador de campo, com o especialista em um local remoto tendo a visão do técnico e sendo capaz de se comunicar com ele através de comandos de voz (Hands-free Remote Collaboration Tool). O equipamento permite ainda o compartilhamento de documentos de imagem, áudio e vídeo em sua tela.

(fotos:Divulgação)

Segundo o Gerente de Engenharia de Manutenção da Neoenergia, Felipe Silva, a tecnologia possibilitará que um especialista da concessionária em São Paulo, por exemplo, tenha capacidade para dar suporte e acompanhar as ações de um técnico em campo como se estivesse ao seu lado. “Este é um marco histórico para a transmissão nacional e estamos nos antecipando e inovando com a ajuda da tecnologia. Isso nos dá mais confiabilidade e segurança para execução das atividades em campo, principalmente em momento de isolamento social”, destaca.

Além de permitir o suporte remoto de especialistas, que não precisarão se deslocar até as instalações para ajudar a equipe de campo, há o treinamento na execução de novas funções e o estudo de novos equipamentos, além de gravações de trabalhos. Para o executivo, os benefícios são muitos, tanto para a companhia como para o cliente.

“A ferramenta nos ajudará a reduzir o tempo de análise das causas de grandes interrupções, trazendo maior qualidade e continuidade no fornecimento de energia, a sua utilização reduzirá os custos com viagens e aplicação de treinamentos”, finaliza Felipe