DEC e FEC das distribuidoras tem melhora acentuada em 2019

Duração de interrupções chegou ao menor valor histórico e Frequência de interrupções superou meta regulatória

A qualidade dos serviços prestados pelas distribuidoras de energia elétrica atingiu recentemente os melhores índices já conquistados. É o que apontam os indicadores de duração (DEC) e frequência (FEC) das interrupções no fornecimento de energia elétrica apurados pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Os dados apontam que em 2019, em média, o fornecimento de energia elétrica permaneceu disponível por 99,85% do tempo.

Em 2019, o resultado para o indicador que afere a duração das interrupções do fornecimento (DEC) chegou ao menor valor histórico e revelou que os consumidores ficaram, em média, 12,77 horas sem energia. O dado revela uma redução de 3,33% em relação ao ano anterior, quando o resultado foi de 13,21 horas em média, e um alinhamento muito próximo à meta regulatória estabelecida pela Aneel, que é de 12,5 horas.

Já o indicador que apura a frequência das interrupções, o FEC, também houve melhora acentuada em 2019, e os consumidores contaram com 6,64 interrupções, em média. Uma redução de 6,61% em relação a 2018, e, neste caso, superando a meta regulatória da Aneel, que foi de 9,25.

Ao observar a dinâmica dos indicadores nos últimos 5 anos, as distribuidoras de energia apresentaram uma melhora ainda mais significativa na qualidade da prestação dos serviços. No período houve uma redução da duração das interrupções de aproximadamente 31%. Já a frequência teve uma redução de cerca de 34%. Para a o presidente da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica, Marcos Madureira, a melhora crescente dos indicadores nos últimos anos é fruto do compromisso das empresas de distribuição de energia com o aprimoramento permanente dos serviços prestados aos consumidores. Segundo ele, reflete os investimentos em tecnologia, modernização dos processos e das redes elétricas, além de capacitação dos colaboradores. Ainda segundo ele, nos últimos anos, esses investimentos têm sido da ordem de R$ 16 bilhões a cada ano.