Hospital mantido por Itaipu fez três mil exames para covid-19 em 57 dias

Região de Foz do Iguaçu atenta para casos em comunidades indígenas; Chesf tem mais 4.500 testes para seus funcionários e Furnas anuncia doação de cestas básicas no Mato Grosso

O Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), mantido pela usina de Itaipu, realizou três mil exames para covid-19 desde quando foi habilitado pelo laboratório Central do Estado (Lacen), no dia 27 de abril. Providenciais para a obtenção de diagnóstico rápido e confiável, os testes do HMCC também ajudaram traçar um panorama epidemiológico em Foz do Iguaçu e região, de onde vieram as amostras.

Esses exames incluem os 35 casos positivos encontrados na aldeia indígena do Ocoy, de São Miguel do Iguaçu (PR). A comunidade está isolada por determinação do Ministério Público e uma força-tarefa foi montada para acompanhar e evitar mais contágios no local. Nesta segunda-feira, 22 de junho, uma equipe novamente voltou à localidade para aplicar mais testes e fazer um levantamento das necessidades do povo Avá-Guarani que habita a reserva.

A análise dos testes é feita pelo Centro de Medicina Tropical (CMT), unidade de Biologia Molecular da Fundação de Saúde Itaiguapy, que administra o HMCC, com foco na 9ª Regional de Saúde, composta por nove municípios da microrregião de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.

Em apoio à causa, a Binacional investiu recentemente R$ 15 milhões para a criação de uma ala exclusiva de atendimento ao coronavírus, com 15 leitos de UTI e 12 semi-intensiva, além da aquisição de testes de Reação em Cadeia de Polimerase (PCR), medicamentos e respiradores para atender a demanda da região.

Os testes de PCR para identificação em tempo real são feitos em pacientes internados e também nas pessoas que tiveram as coletas feitas pelas secretarias de saúde dos municípios. As amostras recebidas têm diagnóstico em no máximo 24 horas, mas normalmente os resultados saem em uma média de 12 horas.

Segundo a enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica de Medianeira, Cleide Mari da Silva, ter um laboratório próximo é muito importante porque agiliza o diagnóstico de forma mais rápida, “ajudando a traçar um panorama de tratamento e em agir mais rápido e descartar outras doenças”. Segundo ela, a rapidez e confiabilidade nos resultados também minimizam a ansiedade dos pacientes e dos profissionais que estão atendendo na linha de frente.

Em nota, a companhia que opera a hidrelétrica também informou que fará “em breve” uma suplementação no valor do auxílio eventual para ações contra a covid, que hoje está na casa dos R$ 2,8 milhões.

Testes de Reação em Cadeia de Polimerase (PCR) tem resultado em até 24 horas, o que minimiza ansiedade de pacientes e profissionais da saúde (Itaipu)

Chesf tem mais 4.800 testes para seus funcionários

A Chesf recebeu um lote significativo de 6.000 testes rápidos para detecção da doença em seus empregados, com as testagens ocorrendo desde o mês de maio, quando a empresa distribuiu 1.500 unidades do primeiro lote para a Sede no Recife (PE) e suas Regionais, sendo destinados prioritariamente para os profissionais que estão desempenhando atividades essenciais nas áreas de Operação, Manutenção e Engenharia, além da equipe de Saúde e Segurança no Trabalho, bem como prestadores de serviço dessas áreas.

Segundo a Chesf, o objetivo da ação é garantir atendimento aos colaboradores na linha de frente ou que a natureza de suas atividades não permita atuação remota, possibilitando um ambiente organizacional seguro e confiável. Foram mais de 1.200 exames já aplicados pelas equipes de Saúde da companhia com apoio da Fundação Chesf de Assistência e Seguridade Social (Fachesf), que também serão utilizados posteriormente no Plano de Retorno das Atividades Presenciais.

Furnas doa cestas básicas no Mato Grosso

Uma parceria entre a elétrica Furnas e o Instituto Ciranda – Música e Cidadania entregou cestas básicas com alimentos e itens de higiene a 85 famílias de baixa renda de áreas rurais do Mato Grosso na última sexta-feira (19). A ação integra um convênio que atende crianças e adolescentes dos 7 aos 17 anos com aulas de música.

A entrega das cestas básicas foi feita por representantes do Instituto em João Carro, Água Fria e Chapadas dos Guimarães, e foi definida a partir de mapeamentos realizados em conjunto com a Secretaria de Assistência Social e com as diretoras das escolas onde o projeto é realizado, sendo identificadas as famílias que no contexto atual encontram-se em condições mais delicadas.

As aulas semanais englobam desde a teoria musical até história da música, com prática musical coletiva em ensaio de repertório e técnica instrumental para flauta doce, flauta transversal, clarinete, saxofone, trompete, trombone e percussão.

“Nossa iniciativa surgiu a partir da necessidade de atender muitos jovens que vivem em situação de vulnerabilidade, sem opções de lazer e educação complementares, numa parceria fundamental para que possamos continuar atuando em várias frentes”, destaca Murilo Alves, presidente do Instituto Ciranda, que possui atuação com cerca de 800 crianças e jovens também em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Poconé.