Inadimplência em maio ficou entre 5% e 13% na Equatorial, afirma CFO

Números indicam uma recuperação na receita em comparação com o início da pandemia, quando a taxa de inadimplentes variou até 20%. Companhia analisa entrada em negócios de saneamento após marco regulatório

As distribuidoras de energia elétrica do Grupo Equatorial registraram uma faixa de inadimplência entre 5% a 13% no mês de maio, informou o Diretor Financeiro e de Relações com Investidores (CFO) da companhia, Leonardo Lucas, durante teleconferência realizada nessa terça-feira, 30 de junho. Segundo o executivo, os números indicam um arrefecimento no problema, visto que as taxas nas primeiras semanas da pandemia, entre março e abril, variavam de 15% a 20%.

“Temos monitorado alguns números de junho que ainda vamos fechar, mas já sentimos alguns sinais de melhora”, aponta Lucas, lembrando que o levantamento não considera os consumidores do Tarifa Social, cuja vigência de isenção na conta termina em junho e que em abril representou cerca de 80 milhões adicionais em subsídios para a empresa.

Passado o momento de crise, o CFO fala em estratégias para recuperar o que ficou para trás, permitindo uma maior estabilidade desses números, além de uma regra clara e justa que contemple todas distribuidoras na retomada do equilíbrio econômico do setor. “O momento agora é de desfecho da conta covid e de certa forma fazer dar um tempo para discutir a segunda questão com a Aneel, que é o equilíbrio e como se vai fazer isso”, conclui.

Saneamento básico – Perguntado sobre uma possível entrada do grupo no mercado de saneamento, sobretudo após a definição recente do marco regulatório para a atividade, o diretor-presidente da Equatorial, Augusto Miranda, reafirmou a estratégia da companhia de sempre estar analisando aquisições em novas áreas e participações que se mostrem interessantes.

“Nosso crescimento exponencial nos faz sempre olhar novas oportunidades e segmentos atrativos. Mas se faz sentido é outra coisa. Com o marco regulatório as coisas ficam mais claras e nos permitem pensar melhor”, avalia, admitindo a possibilidade de disputar um leilão de privatização da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) que o governo estadual pretende realizar ainda neste ano.