Geração solar distribuída ultrapassa 3 GW no Brasil

Em número de sistemas instalados, os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando 72,4% do total

A geração distribuída não para de crescer no Brasil. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), são 255,9 mil usinas em operação espalhadas em comércios, residências e pequenas empresas, somando 3,2 GW de capacidade instalada. Destaque para fonte solar fotovoltaica, concentrando 255,5 mil usinas (99,8%) ou 3 GW de potência, de acordo com dados verificados nesta segunda-feira, 6 de julho.

As Centrais Geradoras Hidrelétricas, representadas por 106 usinas, somam apenas 102,1 MW. Há 64 torres eólicas somando 10 MW e 242 térmicas (72,2 MW). No total,  são 332.865 unidades consumidoras beneficiadas pelos créditos originados da geração distribuída, cuja regulamentação ocorreu 2012.

Em nota, Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da Absolar, disse que a expansão da fonte solar está apenas no início, uma vez que a tecnologia representa apenas 0,4% das unidades consumidores existentes no território nacional, hoje em torno de 84,4 milhões.

“O setor solar fotovoltaico brasileiro já gerou mais de 165 mil empregos desde 2012, espalhados por todas as regiões do país. Apenas nos primeiros cinco meses de 2020, o mercado criou mais de 37 mil postos de trabalho, mesmo em meio à crise econômica e sanitária do Covid-19”, enfatizou Rodrigo Sauaia, CEO da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica

Em número de sistemas instalados, os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando 72,4% do total, segundo levantamento da Absolar. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio e serviços (18,0%), consumidores rurais (6,6%), indústrias (2,6%), poder público (0,4%) e outros tipos, como serviços públicos (0,04%) e iluminação pública (0,01%).

Em potência instalada, os consumidores dos setores de comércio e serviços lideram o uso da energia solar fotovoltaica, com 39,5% da potência instalada no país, seguidos de perto por consumidores residenciais (38,5%), consumidores rurais (11,7%), indústrias (8,7%), poder público (1,4%) e outros tipos, como serviços públicos (0,1%) e iluminação pública (0,02%).

De acordo com a entidade, o setor já movimentou mais de R$ 15,2 bilhões em investimentos acumulados desde 2012.