ONS indica aumento da carga em julho

Índice esperado é tímido, de 0,1% na comparação com o mesmo período de 2019, mas representa a primeira expectativa de crescimento nos últimos meses

A segunda revisão semanal do Programa Mensal de Operação para julho mostra uma mudança na previsão de carga de energia no SIN. A curva dos últimos meses inverteu e o Operador Nacional do Sistema Elétrico projeta um crescimento ante o mesmo período de 2019. É um índice ainda tímido mas está no campo positivo em 0,1%. Para efeitos de comparação, na semana passada ainda era esperada queda de 0,3% ao fechamento do mês. Esse índice é devido à elevação esperada em 0,9% no SE/CO, de 1,3% no Norte, 0,2% no Nordeste e da queda de 3,2% no Sul.
Por outro lado, o documento mostra ainda uma acentuada elevação na previsão de vazões para o sul do país. Depois de um período prolongado de seca, aquele submercado deverá ver a energia natural afluente cerca de 50% do normal para o período. A estimativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico, divulgada nesta sexta-feira, 10 de julho, é de que no final do mês a ENA alcance 146% da média de longo termo ante os 80% projetados sete dias atrás. No restante do país as projeções tiveram uma leve variação, no Sudeste/ Centro-Oeste são esperados 81% da MLT, no Norte 101% e no Nordeste 69% da média de 90 anos.
Já em termos de volume utilizado dos reservatórios há uma queda expressiva no Nordeste ante o volume desta sexta-feira. A previsão é de encerrar julho com 76,7% ante os 85,8% atuais. No SE/CO a queda é mais moderada, chegando a 49,6% ante os 51,3% de agora. Enquanto isso no Norte é projetada estabilidade com 83,4% e leve crescimento no sul, passando de 54,4% para 54,7%.
Como consequência o custo marginal de operação médio para a semana operativa apresentou leve aumento em quase todo o país sendo que continua equacionado em R$ 83,71/MWh no SE/CO, Sul e Norte com a carga pesada a R$ 84,58 e a média a R$ 84,51/MWh, enquanto a leve em R$ 82,66/MWh. No NE está em R$ 80,60/MWh, com patamar pesado em R$ 81,17/MWh e os demais em R$ 80,28/MWh.
A previsão de geração térmica é de 3.678 MW médios. O maior volume por inflexibilidade, com 2.836 MW médios, seguido por despacho por ordem de mérito com 496 MW médios e outros 346 MW médios por restrição elétrica.
Na semana que se encerra nesta sexta-feira houve totais elevados de precipitação nas bacias dos rios Jacuí e Uruguai, além de chuva fraca em pontos isolados da bacia do rio Iguaçu e chuva fraca na incremental a UHE Itaipu. Já para os próximos sete dias a previsão é de que sejam registradas chuvas fracas nas bacias dos rios Jacuí, Uruguai e Iguaçu com a passagem de uma frente fria pela região Sul e pelo litoral da região Sudeste.