Carga recua 3,4% em junho, aponta ONS

Esse é o quarto mês seguido de redução do consumo de energia, no acumulado do ano a queda alcança 2% quando comparada ao mesmo período anterior

O consumo de energia em junho somou 61.602 MW médios, recuo de 3,4% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. A informação é do Operador Nacional do Sistema Elétrico, que publicou o boletim mensal de carga nesta segunda-feira, 20 de julho. Já quando se analisa os dados ante o mês passado, foi observada uma retomada com o aumento de 2,5% na carga de energia. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação é negativa em 2%.
Os dados são do monitoramento do Sistema Interligado Nacional (SIN). Os percentuais de uso de eletricidade apresentaram sinais de suave elevação, aponta o ONS. Esse comportamento, continua, foi sustentado, principalmente, pela flexibilização das medidas de isolamento social, com aumento das atividades econômicas e consequente início de recuperação dos efeitos adversos da pandemia do coronavírus.
Apesar dos volumes de produção, a retomada ainda é considerada modesta, as empresas ainda operam em níveis abaixo da sua capacidade. Além disso, o maior número de dias úteis quando comparado com maio contribuiu para o resultado da carga no período. E ainda destaca que, apesar da melhora do setor nesses últimos dois meses, a recuperação representa somente 60% do que foi perdido entre março e abril quando as retrações somaram 0,6%, 11,5%. Em maio a retração foi de 10,2% desconsiderando ajustes.
“De uma maneira geral, os resultados dos indicadores utilizados no processo de análise do comportamento da carga sugerem, embora ainda muito distantes dos níveis anteriores ao início da pandemia, que o pior momento tenha passado”.
Pelo terceiro mês consecutivo, todos os subsistemas registraram queda de consumo. O mais afetado continua sendo o Nordeste com queda de 5,1%. Em seguida vem o Sudeste/Centro-Oeste, o maior de todos, com retração de 3,9%. Já o Norte apresentou variação negativa de 1,7% e o Sul de 0,7%, todos na comparação com junho de 2019.  No acumulado de 12 meses ainda é possível ver crescimento de 1,5% no Norte enquanto no SE/CO há queda de 2,9%, de 2% no NE e de 0,5% no Sul.