Derivativos aumentam a liquidez e reduzem riscos na comercialização de energia

O uso desse mecanismo de proteção pode trazer maior previsibilidade de resultados para as companhias

O mercado livre de energia elétrica segue em expansão no Brasil. Segundo o último balanço realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o segmento que conta com 367 comercializadoras, 6.834 consumidores especiais e 978 consumidores livres e um  total de 9.868 agentes atuando no mercado livre, cresceu 10% entre dezembro de 2019 e junho de 2020.

Em 2019, o consumo no mercado livre foi de 19.544 MW médios, crescimento de 2,4% em relação a 2018. Levantamento da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) aponta que, em 2019, o mercado livre movimentou cerca de R$ 134 bilhões e representa cerca de 30% do consumo nacional de energia.

No entanto, para conferir liquidez, segurança e uma expansão sustentável do Ambiente de Comercialização Livre (ACL), alguns aprimoramentos regulatórios serão necessários. As bases para essa evolução no modelo setorial estão presentes no Projeto de Lei 232/16, que aguarda a aprovação pelo plenário do Senado Federal para, na sequência, ser discutido na Câmara dos Deputados.

Paralelamente às ações políticas, o próprio mercado tem buscado soluções para reduzir os riscos de mercado e prover mais segurança às transações no mercado de energia elétrica. É nesse contexto que ganha força a figura dos derivativos, mecanismo já consolidado e bastante utilizado pelo mercado financeiro.

Derivativos são contratos financeiros cujo valor deriva do valor de outros ativos, tais como moedas, índices, juros e mercadorias. A B3 já disponibiliza, desde 2015, derivativos de energia elétrica, ou seja, que possuem o PLD como ativo subjacente. Hoje, existem três tipos de derivativos na B3 relacionados ao mercado de energia: o Termo, Swap e Opção, todos negociados no mercado de balcão, em que não há contraparte centralizada.

Os participantes do mercado podem se utilizar dos derivativos como mecanismos de proteção (hedge) contra a flutuação do preço da energia, trazendo assim maior previsibilidade de resultados para as companhias que os contratam.

E ampliar o mercado para derivativos pode significar não somente o aumento desse giro, como também a participação de novos players que não sejam agentes da CCEE.

Além disso, a B3 anunciou que, ainda neste trimestre, disponibilizará para o mercado uma curva de preços de energia, construída com a contribuição voluntária dos agentes do setor elétrico a partir de contratos reais. Com esses dados, a B3 busca ofertar aos agentes uma visão geral das negociações realizadas no ambiente de contratação livre, conferindo ao mercado de energia segurança e transparência nas informações.

“O foco da B3 é olhar para as negociações e o ambiente de negócios como um todo. Por isso, as soluções que traz para o mercado não visam beneficiar um ou outro player, mas sim trazer a sustentabilidade dos negócios como um todo – e a longo prazo”, afirma Ana Beatriz Mattos, superintendente de Novos Negócios da B3.

Segundo ela, a bolsa já atua como infraestrutura dos negócios no Brasil e não poderia ser diferente no mercado de energia. “Em todos os mercados que atua, a B3 é reconhecida por fazer com que os ambientes de negociação sejam saudáveis para ambas as partes”, reforçando que a B3 está disponível para esclarecer qualquer dúvida sobre como funciona o mercado de derivativos e como a companhia atua no mercado de energia. Envie suas dúvidas para: energia@b3.com.br.

(Nota da Redação: conteúdo patrocinado produzido pela equipe da Agência CanalEnergia)