Carga desacelera e ONS prevê crescimento de 0,2% em julho

Vazões para o final do mês estão relativamente estáveis, queda mais expressiva está no Sul mas ainda assim acima da MLT

A quarta e última revisão semanal do Programa Mensal de Operação para julho apresentou desaceleração na expectativa de consumo de energia no mês. Apesar de ainda estar apontando para crescimento, essa expansão quando comparada ao mesmo período de 2019 é menor, de 0,2%. Isso deve-se à reversão de projeção no Nordeste que passou de um leve crescimento para queda de 1,2% e queda mais forte no Sul, 3,9%. No Sudeste/Centro Oeste a previsão continua a mesma, de crescimento de 1,8% e no Norte é de 0,6% a mais.
Já as vazões estimadas apresentaram relativa estabilidade em relação ao estimado sete dias atrás. No SE/CO a energia natural afluente para julho é de 80% da média de longo termo. No Sul é que recuou de forma mais expressiva, mas ainda assim está acima da MLT, com 119%. No NE está em 71% e no Norte a projeção é de registrar 96% da média histórica.
À exceção do Norte com 82,2%, todos os demais submercados registram redução do nível de reservatórios ante esta sexta-feira, 24 de julho. No SE/CO o volume esperado é de 48,4% em 31 de julho, no Sul 55,6% e no NE é de 80,6%.
O CMO médio aumentou em todos os submercados do país, mas ainda está menor no Nordeste e equacionado nos demais. No SE/CO, Sul e Norte ficou em R$ 91,42/MWh, com a carga pesada em R$ 92,72/MWh, a média em R$ 91,95/MWh e a leve em R$ 90,15. No NE está em R$ 73,92/MWh com os valores semanais definidos em R$ 74,20/MWh para o patamar pesado e os demais em R$ 73,76/MWh.
Já a previsão de despacho térmico na semana operativa é de elevação. O total é de 4.326 MW médios, sendo 942 MW médios por ordem de mérito, 3.036 MW médios por inflexibilidade e 347 MW médios por restrição elétrica.