Inspeção detecta oxidação em tubos com urânio de Angra 2

Testes para avaliar a viabilidade de um novo ciclo operacional para os elementos combustíveis começa em setembro

Durante as inspeções realizadas para manutenção e reabastecimento de combustível da central nuclear de Angra 2 no mês de junho, equipes técnicas detectaram uma oxidação superficial inesperada no revestimento dos tubos que contém as pastilhas de urânio enriquecido. Esss equipamentos integram os elementos combustíveis carregados no último ciclo de operação da usina. A informação vem da holding Eletrobras em comunicado ao mercado na última quarta-feira, 12 de agosto, e indica que será preciso rigorosos testes para avaliar a dimensão da ocorrência.

Os testes serão realizados pela Eletronuclear e dependerão da chegada dos equipamentos necessários e dos técnicos estrangeiros à usina. A previsão é de iniciar essa fase na segunda quinzena de setembro. O objetivo é determinar as causas da oxidação e verificar a viabilidade da utilização destes elementos combustíveis por mais um ciclo operacional, conforme planejado. Todos os resultados serão submetidos à análise do órgão licenciador, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Para viabilizar o retorno da operação no menor tempo possível e seguindo todos os protocolos de segurança, a empresa está substituindo todos os 52 elementos combustíveis para o próximo ciclo de operação. A troca está sendo feita em parte por 24 elementos novos e que já estavam prontos para uso em Angra 3 e 28 elementos usados que estavam armazenados na piscina de combustível usado (PCU) de Angra 2. Essa nova configuração de reabastecimento do núcleo do reator permitirá o funcionamento da central para um ciclo aproximado de nove meses.