Energia tem maior peso no grupo Habitação para o IPCA-15

Índice que representa uma prévia da inflação de agosto ficou em 0,23%, recuou ante os 0,3% de julho

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) variou 0,23% em agosto, após ter registrado 0,30% em julho. No ano, o IPCA-15 que representa uma prévia da inflação, acumula alta de 0,90% e, em 12 meses, de 2,28%. O grupo Habitação foi o que mais participou da formação desse índice com 0,09 ponto porcentual, com destaque para a a energia elétrica.
De acordo com o IBGE, esse grupo teve aumento de 0,57% no mês, a energia elétrica teve maior impacto com elevação de 1,61% por conta dos reajustes tarifários em Belém (2,73%), São Paulo (3,34%), Fortaleza (1,18%), Salvador (2,24%), Recife (2,89%), Belo Horizonte (1,46%) e Porto Alegre (1,49%).
No final de maio, lembrou o IBGE, a Aneel decidiu manter a bandeira tarifária verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz, até o final deste ano. As únicas áreas onde os preços da energia elétrica recuaram foram Curitiba (2,59%) e Brasília (0,36%), ambas devido às reduções nas alíquotas de PIS/COFINS.
Ainda em Habitação, houve alta também nos preços de alguns materiais de construção, como cimento (5,26%), tijolo (4,83%) e areia (1,53%). Os destaques em queda foram os artigos de limpeza (0,47%) e gás encanado (0,66%), cuja variação decorre da redução de tarifária de 5,16% no Rio de Janeiro (2,24%), válida desde 1º de agosto.
Dentre as regiões pesquisadas, a de Belém apresenta a maior elevação nos últimos 12 meses com 3,06%. No ano de 2020 a variação mais alta é verificada em Recife com 2,04%. No sentido contrário, Brasília tem a menor expansão em 12 meses com 1,59% e no ano há deflação em Goiânia com 0,35%.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 15 de julho e 13 de agosto de 2020 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de junho a 14 de julho de 2020 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange 11 regiões metropolitanas.