Moody’s eleva ratings da Cemig e subsidiárias

Agência de classificação de risco colocou as notas de crédito em perspectiva positiva para a holding, a Cemig D e a Cemig GT

A agência de classificação de risco Moody’s elevou os ratings corporativos da Cemig de B1/Baa1.br para Ba3/A1.br, na escala global e na escala nacional brasileira (NSR em inglês), respectivamente. A avaliação do perfil de risco de crédito individual (BCA, em inglês) também foi elevada de b1 para ba3. A perspectiva é positiva.
Foram elevados ainda os ratings de subsidiárias da estatal mineira em distribuição e em GT. Estão envolvidas as notas de emissor e os ratings seniores sem garantia na escala global de B1 para Ba3 e os ratings de emissor e ratings seniores sem garantia na escala nacional de Baa1.br para A1.br. A perspectiva é positiva para ambas.
A Moody’s lembrou em seu relatório que a Cemig é um emissor relacionado ao estado de Minas Gerais (B2 estável), que é o acionista controlador com 50,97% das ações ordinárias e 17,04% das ações totais da companhia. Segundo a agência, os ratings Ba3/A1.br da elétrica consideram os quatros fatores da metodologia de rating da Moody’s para emissores relacionados ao governo. São eles: uma baixa probabilidade de suporte extraordinário do estado se a companhia enfrentar dificuldade financeira, as estimativas de um nível de dependência muito elevado entre a empresa e o estado, o rating atribuído pela Moody’s ao estado de Minas Gerais e, sobretudo, o perfil de crédito intrínseco da Cemig, conforme capturado pelo BCA de ba3.
Como fundamentos a agência aponta que a ação reflete as “melhoras significativas na política financeira e gestão de riscos da Cemig nos últimos três anos. A melhora mais notável é na posição de liquidez da companhia”.
Cita a posição de caixa consolidada no balanço que era de R$ 3,5 bilhões, com obrigações de dívida de curto prazo de R$ 3 bilhões. “A posição de caixa foi beneficiada por recursos relacionados ao ressarcimento de disputas judiciais tributárias. Além disso, em julho de 2020 a companhia recebeu R$ 1,2 bilhão, de um total de R$ 1,4 bilhão, através do pacote regulatório de suporte denominado Conta-Covid”, relata. E considera que a liquidez disponível é suficiente para cobrir todas as obrigações de dívida nos próximos 18 meses, bem como as ações tomadas por conta da pandemia de covid-19.
Já as ações sobre os da Cemig D e a Cemig GT, apontou, refletem os ratings da Cemig holding.
“A perspectiva positiva reflete nossa expectativa de que o CFO pré-WC sobre dívida ficará acima de 18% de maneira sustentável, e que a empresa manterá uma política financeira prudente, com recursos suficientes para cobrir as obrigações de dívida vincendas nos 12 meses seguintes”, apontou a Moody’s.
Entre os fatores que podem alterar os ratings para elevação estão o progresso contínuo em sua estratégia de gestão de passivos, incluindo a gestão de risco cambial e a estratégia para endereçar grandes vencimentos de dívidas em anos específicos, enquanto mantém métricas de crédito robustas de forma que o CFO pré-WC/dívida fique acima de 18% de maneira sustentável.
No sentido contrário, “um rebaixamento poderia acontecer se acreditarmos que os riscos de liquidez da companhia não estão sendo administrados de forma prudente, ou se houver um aumento sustentável da alavancagem de tal forma que o CFO pré-WC/dívida consolidado da empresa permaneça abaixo de 15% em bases sustentáveis”, finalizou.