Consumo de energia do país cresce 2,5% e consolida retomada, diz CCEE

Dados refletem o desempenho nos primeiros 15 dias de setembro comparado com igual período de 2019

O consumo de energia no Brasil apresentou alta de 2,5% na primeira quinzena de setembro em relação o mesmo período no ano passado, consolidando a tendência de retomada das atividades econômicas do país, informou nesta terça-feira, 22, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O volume de energia consumido entre os dias 1º e 15 deste mês foi de 63.660 MW médios, contra 62.113 MW médios verificados um ano antes.

No mercado regulado, o consumo manteve-se praticamente estável em setembro (+0,1%), somando 43.343 MW médios. Já no ambiente livre, em que os consumidores podem escolher o fornecedor da sua energia, o avanço foi de 7,9%, chegando a 20.318 MW médios.

Expurgadas as migrações para o mercado livre, o ACR verificaria alta de 2,2% e, o ACL, elevação de 3,2%. Os autoprodutores ampliaram seu consumo em 6,35%, para 2.245 MW médios.

Mesmo com o retorno gradual das atividades, que foram reduzidas devido à pandemia de COVID-19, os segmentos de veículos (-5,0%), serviços (-4,3%) e transporte (-3,5%) ainda registram as maiores quedas no consumo. No entanto, com retrações mais amenas do que nos meses anteriores. A maioria dos segmentos, por outro lado, aumentou seu consumo: saneamento (28,2%), comércio (20,6%) e bebidas (14,6%). Parte do aumento está diretamente vinculado à migração dos consumidores para o ACL.

Ao expurgarmos o efeito da migração para o ACL, verifica-se crescimento do consumo nos ramos de bebidas (10,6%), minerais não metálicos (10,6%), químicos (9,3%), madeira, papel e celulose (8,4%), manufaturados diversos (6,1%) e metalurgia e produtos de metal (5,0%).

A geração de energia no Sistema Interligado Nacional – SIN avançou 3,4% na primeira metade de setembro ante mesmo período em 2019, saindo de 64.450 MW médios para 66.621 MW médios. O destaque ficou por conta da elevação na produção das usinas hidráulicas (16,7%), eólicas (12,6%) e fotovoltaicas (24,2%). Apenas as usinas térmicas apresentaram queda em sua geração (-36,8%), incluindo a biomassa, que vinha apresentando elevação de geração nos últimos meses.

Autoprodutores apresentaram, nos primeiros 15 dias de setembro, uma geração 10,5% inferior ao verificado um ano antes, para 1.359 MW médios.