P&D avança com plataforma colaborativa de dados entre agentes e ONS

Projeto financiado pela ISA Cteep prevê melhorias aos processos dos centros de operação com a redução do uso de ligação telefônica para a realização de manobras em tempo real

A ISA Cteep apresentou ao mercado nessa sexta-feira, 2 de outubro, o resultado piloto de um projeto de Pesquisa & Desenvolvimento envolvendo a implementação de um novo sistema de comunicação colaborativo entre Centros de Operação e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), um dos parceiros na iniciativa, que está sendo desenvolvida pelas empresas InForma e Smartiks até janeiro do ano que vem.

Chamado de Zap Cot, a plataforma usa recursos de voz integrados a telecomandos criptografados e outras tecnologias disruptivas com o o objetivo de transformar a interação e a troca de dados entre os agentes e o Operador, facilitando processos e atuando na gestão das salas de controle em tempo real, no intuito de prover maior eficiência nas ações para operação da rede.

“É uma ferramenta que vem para complementar o uso do telefone e até substituí-lo no futuro, através do conceito de informações estruturadas e que já está demonstrando sua importância ao diminuir a carga de trabalho e aumentar a consciência situacional, tanto individual como compartilhada entre os operadores em conjunto com os centros de operação”, define o Nilton Marcello, gerente de tempo real da Isa Cteep.

Para o diretor de Operações do ONS, Sinval Gama, o projeto vai de encontro ao plano estratégico da instituição de transformar seus processos digitalmente ao mesmo tempo em que a rede vai ficando maior e mais complexa, implantando melhorias voltadas a funções diretas e gerais do setor, como no controle de tensão entre a malha de transmissão, distribuição e geração do Sistema Interligado Nacional (SIN).

“A solução visa responder a uma questão básica do setor: como transacionar dados e informações para as etapas subsequentes da automatização dos processos, formando uma base informacional para uma auditoria mais qualificada aos resultados existentes”, avalia Gama, afirmando que a força de trabalho humana deixará de fazer transações de dados para analisar e verificar as informações, deslocando esses profissionais para onde seus atributos possam ser mais úteis.

A perspectiva é que essa integração confira uma maior precisão nas comunicações e diminua o ruído entre os agentes, desonerando-os de uma atividade não tão rica para se dedicar ao papel preponderante de manter a segurança e confiabilidade no sistema elétrico nacional, o que pode contribuir para diminuir o número de interrupções e erros no sistema. “Muitas vezes temos o excesso de ligações numa sala de controle, num processo estressante”, lembra o executivo.