Cade aprova compra de projetos eólicos na Bahia pela Omega

Para empresa, operação representa uma importante oportunidade de construir novos parques eólicos, que terão sua energia gerada comercializada no ACL e eventualmente também no ACR

A Omega Desenvolvimento de Energia negocia a compra de projetos eólicos não operacionais que serão implantados em duas fases nos municípios de Gentio do Ouro e Xique-Xique, ambos no estado da Bahia, e atualmente de propriedade do fundo de investimento em participações FIP IEER.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) autorizou a operação por entender que o negócio não afeta a concorrência no mercado de geração de energia elétrica, segundo despacho publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, 16 de outubro.

A operação será realizada em duas etapas. Primeiro, a Omega compra os ativos detidos pelo FIP IEER. Posteriormente, a Omega emite debêntures conversíveis permitindo que o fundo entre como investidor no desenvolvimento, implantação e operação dos parques eólicos. As debêntures poderão ser convertidas em ações ordinárias do capital social da Omega Desenvolvimento 4.

A Omega Desenvolvimento 4 é uma empresa integrante do Grupo Tarpon que foi constituída especificamente para fins de viabilizar as fases de implantação dos Projetos Eólicos. O Grupo Tarpon detém, além de alguns outros negócios, participação em empresas que desempenham atividades de geração e comercialização de energia elétrica, dedicada exclusivamente a fontes de energia limpas e renováveis.

“Para a Omega Desenvolvimento 4, a operação representa uma importante oportunidade de construir novos parques eólicos que, após a implantação, terão sua energia gerada comercializada no ACL e eventualmente também no ACR, reforçando o portfólio de matrizes energéticas renováveis do Grupo Tarpon a partir do desenvolvimento de novos projetos de energia eólica no Estado da Bahia. Por sua vez, para o FIP IEER, a operação representa uma boa oportunidade de negócios e parceria com a Omega Desenvolvimento na implantação de novos projetos de energia eólica no Estado da Bahia”, consta na justificativa do negócio, segundo o CADE.