Trina Solar anuncia nova linha de painéis para áreas reduzidas

Vertex S terá células de silício de 210 mm e tecnologia multi-busbar para adicionar mais potência de geração aos telhados de residências, pequenas indústrias e comércios

A Trina Solar irá começar a fabricar uma nova linha de painéis fotovoltaicos para telhados de residências, pequenas indústrias e comércios a partir de janeiro de 2021, prometendo uma geração “superpotente” com tamanho e peso ideais para áreas com espaço reduzido, como o topo de imóveis.

O anúncio foi feito pela companhia em um webinar realizado na última quarta-feira, 11 de novembro, destacando o Vertex S de 405 Wp e 1,75 m de comprimento, além das versões de 550 Wp, já em produção, e a de 600 Wp, a iniciar até março, mas ambas já podendo ser negociadas.

“Com as novas configurações será possível instalar muito mais módulos num espaço pequeno, com os clientes podendo explorar menores telhados e agregando mais potência, cerca de 60 W a mais do que os modelos tradicionais no mercado”, resume o gerente de Produto da Trina, Guilherme Torrão.

O novo módulo será composto por células de silício de 210 mm cortadas em três partes, com recursos de design que podem se adaptar aos imóveis e permitir uma potência superior a 500 Wp. Pode também absorver a radiação solar de ambos os lados, com índice de 5% a 30% de geração adicional na parte traseira, afirma a fabricante, garantindo uma produção de 25 anos e eficiência de até 21% para o Vertex S.

De acordo com a Trina, outro diferencial da nova geração são as tecnologias multi-busbar, que permitem a integração com embalagens de alta densidade em três partes e um corte não destrutivo, superando o meio corte tradicional e resolvendo problemas de sistema de alta corrente, além de reduzir a perda de energia.

“São módulos desenhados para o mercado residencial e de geração distribuída mas também para utilities, com vantagens de baixa tensão de circuito aberto e alta potência, que reduzem os custos de Capex, pois irão aumentar a densidade energética e energia concentrada, fazendo o investidor gastar menos com obras civis, equipamentos secundários para transporte de energia ou tempo de instalação”, pondera Guilherme.

Ademais, o executivo ressaltou os investimentos e o trabalho realizado pelo laboratório de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias da empresa, e afirmou que o parque fabril está sendo expandido para atender até 15 GW de pedidos até 2023.